Registro Fotográfico e Radiográfico: o Fator Decisivo na Perícia Odontológica
- gil celidonio

- 30 de dez. de 2025
- 5 min de leitura
Como registros bem-feitos viram provas técnicas que aceleram seu processo e aumentam suas chances de vitória.
A história que mudou minha visão sobre provas técnicas
Eu sou a Dra. Ana Celidonio, perita judicial odontológica. Anos atrás, atendi uma paciente desesperada após um tratamento que deixou dor, estética comprometida e muita frustração. Ela tinha mensagens, recibos e um relato coerente — mas quase nenhum registro fotográfico e radiográfico adequado. No processo, tudo virou opinião contra opinião.
Meses depois, um caso semelhante bateu à minha porta. A diferença? Fotos intraorais nítidas, radiografias odontológicas padronizadas, escala milimétrica visível, metadados preservados. Em audiência, o laudo pericial mostrou de forma objetiva aquilo que as palavras não conseguem: antes, durante e depois, medidos e comparáveis.
Foi quando entendi, com brutal clareza: em perícias odontológicas, o registro fotográfico e radiográfico é o ponto de virada. Sem ele, o melhor argumento se enfraquece. Com ele, a verdade técnica ganha voz.
O gargalo que trava seu caso (e como destravá-lo)
Na Teoria das Restrições, um sistema é tão forte quanto seu gargalo. Em ações envolvendo odontologia, o gargalo quase sempre é o mesmo: documentação odontológica incompleta, despadronizada ou inválida. Isso retarda o processo, gera dúvidas e abre espaço para contestação.
O que costuma travar:
Fotos sem escala, sem foco, sem contexto temporal.
Radiografias em baixa resolução, sem identificação, fora de posição ou sem justificativa técnica.
Ausência de cadeia de custódia: quem capturou, quando, com que equipamento, como foi armazenado.
Comparações “antes x depois” feitas com ângulos e iluminações diferentes — impossíveis de mensurar.
Como destravar — com foco no gargalo:
Padronização: o mesmo ângulo, a mesma distância, a mesma iluminação, o mesmo protocolo de radiografias.
Verificabilidade: escala milimétrica, metadados preservados, identificação do paciente e do operador.
Reprodutibilidade: registros que qualquer perito possa reavaliar e medir de novo, chegando ao mesmo resultado.
Cadeia de custódia: registro de origem, integridade dos arquivos e rastreabilidade do fluxo.
Quando o gargalo é resolvido, o restante flui: a perícia avança, o laudo fica claro, a decisão judicial ganha segurança.
A prova que convence: o que o juiz e as seguradoras realmente valorizam
Decisões técnicas se apoiam em evidências objetivas. Em perícias odontológicas, isso significa:
Registro fotográfico com escala e referência anatômica, preferencialmente com fundo neutro e iluminação difusa.
Radiografias odontológicas adequadas ao caso: panorâmica para visão geral; periapicais para detalhe radicular; bitewings para cristas ósseas e contatos; tomografia (CBCT) quando a avaliação tridimensional é necessária e justificável.
Identificação: nome, data, hora, lado/arcada, campo de visão e parâmetros técnicos visíveis ou anexados.
Comparabilidade: séries temporais que mostram evolução (antes, durante, após) nas mesmas condições.
Integridade: arquivos originais preservados, preferencialmente com hash e metadados intactos.
Tradução prática: quando a prova é mensurável, a narrativa deixa de ser frágil. O perito mede, demonstra e explica. O juiz entende. A parte contrária tem menos espaço para contestar.
O caso real que escancarou o poder da documentação
Vou chamar a paciente de Marina. Ela procurou perícia após fraturas recorrentes em próteses recentes. Trazia fotos de celular, aleatórias. Solicitamos um protocolo completo: fotografias extra e intraorais com escala, radiografias periapicais e panorâmica atualizadas e, dada a suspeita, CBCT com parâmetros definidos.
Com a série padronizada, foi possível mensurar: altura de preparos, desadaptações marginais, espessura óssea, inclinações e contatos oclusais. As diferenças entre as primeiras fotos e as novas foram objetivamente explicadas — e o laudo pericial odontológico evidenciou a causa das falhas.
Resultado? Acordo rápido, sem desgaste emocional. Não foi sorte; foi método. A documentação converteu dúvidas em fatos.
Plano irresistível: como transformar registros em prova técnica incontestável
Aplico um protocolo simples, direto e completo, desenhado para reduzir o gargalo e acelerar resultados.
1) Diagnóstico documental
Checklist do que existe e do que falta (fotos, radiografias, atestados, evolução clínica, contratos).
Solicitação objetiva do necessário, com justificativa processual e técnica.
2) Fotos que medem, não apenas mostram
Extraorais: frontal repouso, frontal sorriso, perfil direito e esquerdo.
Intraorais: superior, inferior, laterais, frontal, com afastadores e espelhos.
Escala milimétrica tipo ABFO posicionada no mesmo plano dos dentes.
Fundo neutro, luz difusa, distância padronizada, foco no plano oclusal.
Registro de data/hora e identificação do paciente.
3) Radiografias odontológicas certas para cada hipótese
Panorâmica: visão geral, avaliação inicial e planejamento pericial.
Periapicais seriadas: análise de ápices, lesões, adaptação de restaurações e endodontia.
Bitewings: cristas ósseas, cáries proximais e sobrecontornos.
CBCT (quando indicado): análise tridimensional de implantes, canais, fraturas e volume ósseo.
Parâmetros visíveis ou anexados: kVp, mA, tempo, FOV, voxel.
4) Cadeia de custódia e integridade
Arquivos originais preservados (RAW/JPG alta qualidade e DICOM para imagens radiográficas).
Relato de captura: equipamento, operador, local e data.
Hash dos arquivos e cópias seguras em nuvem, garantindo rastreabilidade.
5) Laudo que traduz técnica em decisão
Mapa de evidências com setas, medidas e comparações temporais.
Conclusões baseadas em achados mensuráveis, não em opiniões.
Anexos organizados: índices, referências cruzadas e glossário ao juiz.
6) Preparação para audiência
Simulação de perguntas e respostas com foco na clareza.
Impressos de apoio e arquivos digitais prontos para consulta em tempo real.
Esse plano reduz o gargalo (documentação fraca), aumenta a previsibilidade e acelera a tomada de decisão.
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Métricas que importam, ferramentas, erros comuns e FAQ
Métricas que importam
Reprodutibilidade: se outro perito repetir as medidas, encontra o mesmo resultado?
Completude: fotos e radiografias cobrem todas as hipóteses do caso?
Integridade: arquivos originais preservados e rastreáveis?
Clareza: o juiz compreende as imagens sem auxílio extra?
Ferramentas recomendadas
Câmera com lente macro ou smartphone topo de linha com modo pro.
Afastadores, espelhos e escala milimétrica ABFO.
Software de visualização DICOM para radiografias (CBCT e demais).
Armazenamento seguro com backup e registro de hash.
Erros comuns que custam caro
Usar filtros e edições que alteram a realidade clínica.
Ausência de escala e de ângulos padronizados.
Radiografias com corte de áreas críticas ou sem identificação.
Perder metadados ao enviar por aplicativos que comprimem arquivos.
FAQ
Preciso de tomografia em todos os casos? Não. O CBCT é indicado quando a avaliação tridimensional agrega valor diagnóstico. Caso a caso.
Fotos de celular servem? Servem, desde que nítidas, com escala, iluminação adequada e sem compressão excessiva. Padronização é mais importante do que o modelo da câmera.
Posso enviar imagens por WhatsApp? Para triagem, sim. Para perícia, preserve os originais e use um canal que não comprima os arquivos.
Quem deve fazer as radiografias? Serviço habilitado, com parâmetros técnicos claros e arquivos DICOM disponíveis.
Quanto tempo leva para um laudo pericial odontológico? Varia conforme a complexidade e a disponibilidade dos registros. Com documentação completa e padronizada, o prazo encurta significativamente.
Conclusão: quando a prova fala, o processo anda
Em perícias odontológicas, o registro fotográfico e radiográfico é o ponto de alavanca. Ele desbloqueia o gargalo que trava decisões, transforma percepções em medidas e dá ao juiz a segurança que ele precisa para decidir.
Se você quer acelerar seu caso e aumentar suas chances de êxito, comece pela documentação. Eu posso guiar você em cada passo — do checklist à audiência.
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