Como funciona o piso intertravado drenante em áreas públicas
- GIL CELIDONIO
- 27 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
O piso intertravado drenante é uma solução de pavimentação que permite a infiltração da água da chuva através das juntas e/ou dos blocos, armazenando-a temporariamente na base granulada para posterior infiltração no solo ou condução ao sistema de drenagem. Em áreas públicas, essa tecnologia reduz alagamentos, melhora a segurança, corta custos de infraestrutura e ainda entrega um acabamento estético e durável.
O que é e como funciona
O sistema combina blocos de concreto intertravados com juntas preenchidas por agregados, assentados sobre camadas de brita de alta vazios. A água percola pelas juntas, é filtrada e temporariamente armazenada na base, onde parte infiltra no solo e o excedente pode ser encaminhado a drenos.
Intertravamento: a geometria dos blocos distribui cargas e evita deformações.
Permeabilidade: juntas e/ou blocos permitem passagem de água, reduzindo a lâmina superficial.
Base drenante: camadas de brita criam reservatório temporário e filtram sólidos.
Geotêxtil (quando aplicável): separa camadas e evita migração de finos.
Vantagens para áreas públicas
Mitigação de alagamentos e enxurradas.
Segurança: superfície antiderrapante e menor spray em dias de chuva.
Custo total menor: reduz necessidade de bueiros e galerias adicionais.
Instalação rápida e modular, com menor impacto no entorno.
Estética versátil: cores e padrões que valorizam praças e calçadas.
Sustentabilidade: contribui para drenagem urbana sustentável e recarga do lençol freático.
Manutenção simples e localizada, sem grandes paradas.
Estrutura do sistema (camadas)
Revestimento: blocos intertravados drenantes.
Juntas: preenchidas com agregado limpo (areia grossa/finos controlados).
Camada de assentamento: brita graduada fina, nivelada.
Base/reservatório: brita graduada com alta porosidade.
Geotêxtil (opcional): separação e controle de finos.
Subleito: solo preparado e compactado conforme projeto.
Onde aplicar
Calçadas e passeios acessíveis.
Praças, parques e áreas de convivência.
Estacionamentos públicos e faixas de carga/descarga.
Ciclovias e vias locais de baixo a médio tráfego.
Entornos de equipamentos públicos (escolas, postos de saúde, terminais).
Desempenho e boas práticas
O desempenho depende do dimensionamento hidráulico e estrutural: escolha correta dos agregados, controle de finos, coeficiente de vazios e detalhamento de drenos de extravasamento. Projetos devem considerar tráfego, pluviometria local, capacidade de infiltração do solo e rotinas de manutenção preventiva.
Custos e retorno do investimento
Além do custo competitivo por metro quadrado, o piso intertravado drenante reduz despesas com macrodrenagem, minimiza ilhas de calor e pode gerar economia com manutenção e eventuais taxas relacionadas à impermeabilização. A modularidade facilita reparos e ampliações, prolongando a vida útil do pavimento.
Passos de implantação
Diagnóstico: sondagem do solo, chuva de projeto e mapa de escoamentos.
Projeto: dimensionamento hidráulico/estrutural e detalhes de drenagem.
Materiais: blocos certificados e agregados limpos com granulometria adequada.
Execução: preparo do subleito, camadas de brita, assentamento e vibração.
Testes: verificação de planicidade, intertravamento e taxa de infiltração.
Operação: plano de manutenção preventiva e inspeções periódicas.
Manutenção simples e preventiva
Limpeza a vácuo/varrição para remover sedimentos das juntas.
Reposição pontual de agregado nas juntas quando necessário.
Inspeção de drenos e caixas de retenção após chuvas intensas.
Tratamento localizado em manchas de óleo em áreas de estacionamento.
Comparativo rápido
Versus asfalto: menor formação de poças, melhor conforto térmico e reparo modular.
Versus concreto moldado: maior permeabilidade e flexibilidade para intervenções futuras.
Próximo passo
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