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Dissolução de União Estável Homoafetiva: Como Funciona em Curitiba

Encerrar uma união estável homoafetiva em Curitiba segue as mesmas regras aplicáveis às uniões heteroafetivas, garantindo igualdade de direitos. A dissolução pode ser feita no cartório (quando há consenso e não existem filhos menores ou incapazes) ou pela via judicial. Abaixo, explicamos quando cada caminho é indicado, quais documentos reunir, como fica a partilha de bens e o que esperar de prazos e custos.




Quem pode dissolver e quando

  • Qualquer casal em união estável homoafetiva, formalizada ou não em cartório, pode requerer a dissolução.

  • É possível dissolver mesmo sem escritura prévia de união estável, desde que haja provas da convivência pública, contínua e duradoura.

  • Se houver consenso sobre todos os termos (bens, eventuais alimentos e ausência de filhos menores/incapazes), a via extrajudicial é a mais rápida.

  • Na existência de filhos menores/incapazes ou de divergências, a via judicial é obrigatória.


Como funciona na prática em Curitiba


Opção 1: Extrajudicial (Cartório de Notas)

  • Requisitos: consenso entre as partes, inexistência de filhos menores ou incapazes e assistência obrigatória de advogado(a).

  • Passo a passo: elaboração do acordo, conferência documental, lavratura da escritura pública e posterior averbação/registro nos cartórios competentes (Imóveis, se houver bens; outras anotações quando necessário).

  • Prazos: geralmente entre 1 e 5 dias úteis após entrega completa dos documentos e minuta do acordo.

  • Custos: emolumentos do cartório + honorários advocatícios (valores variam conforme a complexidade e o patrimônio).


Opção 2: Judicial (Com ou sem acordo)

  • Obrigatória quando há filhos menores/incapazes ou quando não existe consenso sobre partilha, guarda, alimentos ou outras cláusulas.

  • Com acordo: o juiz homologa o termo e a sentença tem força para registrar partilha e definir guarda/convivência.

  • Sem acordo (litigiosa): cada parte apresenta suas provas e pedidos; o processo inclui tentativas de conciliação e, se necessário, instrução probatória.

  • Prazos: variam conforme complexidade, provas e agenda do Judiciário. Acordos tendem a encurtar o tempo.


Documentos indispensáveis

  • Documentos pessoais: RG e CPF de ambos; se estrangeiro, passaporte/RNE.

  • Comprovante de residência atualizado.

  • Prova da união: escritura ou declaração de união estável (se houver) e demais evidências de convivência.

  • Relação detalhada de bens e dívidas, com documentos de propriedade (imóveis, veículos, quotas/ações, investimentos, FGTS vinculado, etc.).

  • Certidões atualizadas de imóveis (se houver) e documentos de financiamento.

  • Se houver filhos: certidões de nascimento e comprovantes escolares/médicos relevantes.


Partilha de bens e dívidas

Na união estável, aplica-se, em regra, a comunhão parcial de bens, salvo pacto escrito em sentido diverso. Isso significa que, em geral, comunicam-se os bens adquiridos onerosamente durante a convivência. Bens anteriores à união, doações e heranças permanecem particulares.


  • Bens adquiridos durante a união: partilha na proporção definida (normalmente 50% para cada), salvo prova em contrário.

  • Dívidas: as contraídas para benefício comum tendem a ser partilhadas; dívidas pessoais podem ficar com quem as assumiu.

  • Imóveis financiados: avalia-se o que foi pago durante a união; a partilha pode considerar a evolução das parcelas e valorização.

  • Empresas, quotas e investimentos: exigem avaliação para mensurar o valor comunicável.


Guarda, alimentos e convivência (se houver filhos)

A guarda compartilhada é a regra, priorizando o melhor interesse dos filhos. A pensão alimentícia é calculada a partir do binômio necessidade x possibilidade, buscando um valor proporcional e sustentável.


  • Plano de convivência: define rotina, férias, feriados e logística.

  • Despesas: pode-se dividir custos extraordinários (saúde, educação) proporcionalmente à renda.

  • Flexibilidade: acordos podem prever revisão diante de mudanças relevantes.


Pensão entre companheiros

Alimentos entre ex-companheiros podem ser fixados de forma excepcional e, em regra, temporária, quando demonstrada necessidade de quem pede e possibilidade de quem paga, visando reequilíbrio até a recolocação.



Prazos e custos em Curitiba

  • Extrajudicial: costuma ser o caminho mais rápido e previsível (dias, não meses).

  • Judicial consensual: prazos moderados, com homologação mais célere.

  • Judicial litigiosa: maior duração, conforme provas, perícias e audiências.

  • Custos: variam por complexidade, patrimônio e taxas de cartório/justiça. Um orçamento claro evita surpresas.


Passo a passo para resolver com segurança

  1. Análise inicial: mapeamento de bens, dívidas e pontos sensíveis (filhos, alimentos, convivência).

  2. Estratégia e documentação: definição da via adequada (cartório x judicial) e checklist documental.

  3. Minuta de acordo ou petição inicial: linguagem clara, completa e alinhada ao seu objetivo.

  4. Formalização: escritura pública no cartório ou protocolo da ação no Judiciário.

  5. Registro e encerramento: averbações necessárias e implantação do que foi acordado ou decidido.


Por que contar com um advogado de família em Curitiba

  • Atuação inclusiva e especializada em uniões homoafetivas.

  • Conhecimento das práticas locais de cartórios e varas de família.

  • Negociação eficiente para acordos sólidos e executáveis.

  • Sigilo, previsibilidade de prazos e prevenção de litígios desnecessários.


Perguntas frequentes

  • Preciso ter formalizado a união para dissolver? Não necessariamente; provas da convivência podem bastar.

  • Temos filhos menores, posso ir ao cartório? Não. Nesses casos, a via judicial é necessária.

  • Podemos fazer acordo parcial? Sim. O que não for consensual segue ao juiz para decisão.

  • Vale a pena fazer inventário de bens antes? O ideal é levantar e documentar tudo antes do acordo, evitando omissões.


Próximos passos

Se você busca rapidez, segurança jurídica e discrição para dissolver sua união estável homoafetiva em Curitiba, converse com um advogado especialista. Uma avaliação técnica define a melhor via, antecipa custos e reduz riscos.


 
 
 

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