Como o Perito Odontológico Calcula o Dano Estético e Funcional
- gil celidonio

- 31 de dez. de 2025
- 5 min de leitura
Todo paciente merece um laudo claro, objetivo e que convença o juiz — aqui está como isso acontece na prática
Eu me lembro exatamente do dia em que uma paciente, os olhos baixos e a fala contida, me disse: “Dra. Ana Celidonio, eu não quero parecer vaidosa. Só quero voltar a sorrir sem dor e sem vergonha”. O espelho devolvia um sorriso torto, cicatriz evidente e dificuldade para abrir a boca. No processo, o debate era seco: dano estético e dano funcional. Na vida real, era autoestima, trabalho, relações.
Naquele dia, eu percebi que não bastava “descrever” o problema. Era preciso medir. Medir com método, fotos padronizadas, números comprováveis e uma narrativa técnica que qualquer juiz entendesse. Foi assim que refinei meu protocolo de perícia odontológica: transformar dor e sequelas em critérios objetivos — e transformar critérios em um laudo que guia decisões.
O gargalo que trava sua indenização
Existe um gargalo que repete a mesma cena em muitos processos: as alegações são fortes, mas as evidências são frágeis. Falta padronização de fotos, ficam lacunas na cronologia clínica, e os critérios de cálculo de dano estético e funcional aparecem de forma subjetiva. Resultado: atraso na indenização, perícias complementares e dúvidas do magistrado.
Esse gargalo tem três causas principais:
Informação dispersa: radiografias, tomografias e fotos sem protocolo, datas sem nexo clínico definido.
Critérios pouco mensuráveis: descrições genéricas (“deformidade”, “pequena limitação”) sem escala ou métricas.
Comunicação técnica confusa: laudos extensos, mas sem uma síntese clara do impacto estético e funcional.
Quando desbloqueamos isso, a perícia flui. O juiz entende, os prazos encurtam e a chance de acordo aumenta. O caminho é um só: dados objetivos + narrativa técnica simples.
Provas que o juiz entende: dados, métricas e estrutura
O cálculo do dano estético e funcional precisa ser replicável. Na prática pericial, uso uma matriz de pontuação ponderada que transforma cada critério em números, com pesos definidos. É simples de auditar e fácil de explicar em audiência.
Como mensuro o Dano Estético
Visibilidade em repouso e no sorriso (0 a 5)
Extensão da área afetada em milímetros e número de dentes/tecidos envolvidos (0 a 5)
Assimetria facial e do sorriso em mm ou graus (0 a 5)
Permanência (reversível, parcialmente reversível, permanente) (0 a 5)
Impacto no desenho do sorriso e harmonia dentária (0 a 5)
Pesos típicos: Visibilidade 30%, Extensão 20%, Assimetria 20%, Permanência 20%, Harmonia do sorriso 10%. A pontuação final vai de 0 a 100 e classifica o dano em leve, moderado, significativo, grave ou muito grave.
Como mensuro o Dano Funcional
Abertura bucal máxima interincisal (mm) e desvios (0 a 5)
Mastigação (capacidade e eficiência, alimentos-teste) (0 a 5)
Fala/fonética (sons críticos, inteligibilidade) (0 a 5)
Dor (EVA 0–10 convertida para escala 0–5) (0 a 5)
Oclusão/estabilidade mandibular (0 a 5)
Pesos típicos: Abertura 30%, Mastigação 20%, Fonética 20%, Dor 15%, Oclusão 15%. Assim, o laudo mostra em números como a função foi impactada.
Exemplo prático de cálculo
Exemplo didático (os valores variam por caso):
Dano Estético: Visibilidade 4/5 (30% = 24), Extensão 3/5 (20% = 12), Assimetria 2/5 (20% = 8), Permanência 4/5 (20% = 16), Harmonia 3/5 (10% = 6). Total = 66/100 → Classificação: grave.
Dano Funcional: Abertura 4/5 (30% = 24), Mastigação 3/5 (20% = 12), Fonética 2/5 (20% = 8), Dor EVA 7/10 → 3,5/5 (15% = 10,5), Oclusão 3/5 (15% = 9). Total = 63,5/100 → Classificação: grave.
Essa estrutura transforma “opiniões” em evidências auditáveis, acelera acordos e dá segurança técnica ao processo.
A história que mudou minha visão sobre a perícia
Vou chamar de Marina. Ela sofreu um trauma facial após um acidente. Trazia cicatriz no lábio, fratura em incisivo e limitação de abertura bucal. Quando chegou, o processo estava parado: faltavam fotos padronizadas, não havia linha do tempo clínica, e o relatório anterior falava em “pequena deformidade”, sem medir nada.
Reunimos a documentação, fotografamos com protocolo (frontal, perfil, sorriso, macro intraoral), medimos a abertura interincisal, registramos fonética, mastigação com alimentos-teste e fizemos tomografia. A matriz de pontuação mostrou dano estético significativo e dano funcional moderado para grave. O laudo incluiu: tabelas, fotos antes/depois, gráficos simples e uma conclusão de uma página para leitura rápida.
Com o laudo estruturado, o juiz entendeu o impacto sem esforço. O acordo saiu em semanas, e a orientação para tratamento reparador foi aceita. Marina voltou meses depois: “Eu voltei a sorrir”. Esse é o poder de um laudo claro.
A solução que destrava o processo: plano de ação passo a passo
Para vencer o gargalo, sigo um fluxo enxuto e objetivo:
Triagem rápida pelo WhatsApp: entendo o caso em minutos e envio checklist de documentos.
Checklist que organiza tudo: fotos, radiografias, exames, documentos e cronologia clínica.
Exame pericial presencial ou híbrido: medições padronizadas de estética e função, com registro fotográfico e audiovisual.
Matriz de pontuação ponderada: cálculo do dano estético e funcional com critérios e pesos claros.
Laudo técnico com síntese executiva: resumo de 1 página + anexos completos para profundidade.
Suporte ao advogado: adequação da linguagem do laudo aos pedidos, com foco na prova.
Prazos reais: via de regra, laudo em até 7 dias úteis após o exame e documentos completos.
Isso reduz retrabalho, evita perícias complementares e dá ao processo a clareza que ele precisa para avançar.
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Atendimento personalizado com checklist de documentos
Exame pericial completo com fotos e vídeos padronizados
Laudo com métricas de dano estético e funcional, nexo causal e prognóstico
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Métricas que importam
Abertura bucal máxima (mm) e desvio mandibular
Escala de dor (EVA 0–10) convertida para impacto funcional
Assimetria do sorriso (mm/graus) e visibilidade da cicatriz
Eficiência mastigatória com alimentos-teste
Fonética: sons críticos e inteligibilidade
Classificação final do dano estético e funcional em escala 0–100
Ferramentas que aceleram a perícia
Fotografia clínica padronizada (filtros, distâncias e iluminação controladas)
Tomografia/raio-x com parâmetros comparáveis e marcações
Scanner intraoral para documentação do sorriso e oclusão
Medidor interincisal, goniômetro e protocolo de fonética
Planilhas e software para matriz de pontuação e gráficos
Erros comuns que custam caro
Iniciar tratamentos estéticos sem documentação de base (perde-se referência do dano)
Fotos casuais sem padrão (dificultam comparação e reduzem força probatória)
Não relatar dor e limitações funcionais com métricas (EVA, alimentos-teste, abertura)
Deixar lacunas na cronologia clínica e no nexo causal
Confiar apenas em descrições subjetivas no laudo
FAQ — Perguntas frequentes
Quanto tempo leva para sair o laudo?
Com documentação completa, geralmente em até 7 dias úteis após o exame pericial.
Como é calculado o valor da indenização?
O laudo quantifica o dano estético e funcional e descreve o impacto. O valor final depende de critérios jurídicos, mas um laudo objetivo fortalece seu pedido.
Preciso ir ao consultório?
Para medições estéticas e funcionais, a avaliação presencial é recomendada. Parte da triagem e revisão documental pode ser online.
O laudo serve para todos os tribunais?
Sim. O método é técnico e auditável, adequado a diferentes varas e ritos. Ajusto a linguagem conforme a necessidade do processo.
Se eu já tratei parte do problema, ainda dá para avaliar?
Sim. Documentamos o estado atual e, quando possível, reconstituímos o baseline com prontuários, exames e relatos, deixando claro o antes e o depois.
Conclusão: transforme sua dor em prova técnica
O que separa uma narrativa fraca de uma decisão favorável é a robustez da prova. Quando o dano estético e funcional é medido com método, o gargalo desaparece e o processo anda. É isso que faço todos os dias: transformar a sua história em números, imagens e argumentos que convencem.
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