Segmentação avançada: como aparecer apenas para clientes certos no Google
- GIL CELIDONIO
- 5 de out. de 2025
- 6 min de leitura
O método prático para eliminar cliques inúteis, dobrar a taxa de conversão e investir só onde o dinheiro volta
A história que mudou minha visão sobre segmentação no Google
Eu sou Gil Celidonio. Há alguns anos, numa terça-feira quente de fevereiro, atendi a ligação de uma empreendedora, a Renata Azevedo. Voz trêmula, fôlego curto: “Gil, eu não aguento mais pagar por clique que não vira venda. Já testei tudo.” Eu já tinha ouvido isso antes. Só que naquele dia, algo nela me chamou a atenção: ela vendia bem por indicação, o produto era bom, mas no Google o dinheiro parecia sumir.
Abra o painel. Em três minutos vi o padrão: termos genéricos, correspondência ampla reinando, nenhuma biblioteca de palavras-chave negativas, campanhas misturando fases do funil e uma Performance Max sem sinal de audiência. O tráfego vinha, mas os compradores ficavam do lado de fora.
“Renata, seu problema não é falta de tráfego. É excesso do tráfego errado.” Silêncio do outro lado. Expliquei que existe um gargalo invisível entre a intenção de compra e a sua oferta. Se você não o destrava, o Google só te mostra para curiosos. Naquela tarde, decidi que nunca mais aceitaria campanhas sem uma tese clara de intenção.
O gargalo que trava seus resultados
Se você vende online, há um ponto do seu sistema que limita todo o resto: a qualidade da intenção das buscas que ativam seus anúncios. Esse é o gargalo. Não é o CPC. Não é o orçamento. É a mistura de sinais errados que faz você aparecer para pesquisas que nunca comprariam de você agora.
Quando o gargalo está na intenção, qualquer aumento de verba apenas amplia o desperdício. O fluxo fica assim: impressões crescem, cliques disparam, custo sobe, mas conversões ficam estagnadas. Você sente mais pressão, testa criativos, troca lances, mexe em lances inteligentes… e nada muda de verdade.
Destravar o gargalo significa priorizar termos e públicos com alta probabilidade de compra, e proteger sua conta de tudo que é ruído. Em outras palavras: segmentação avançada, centrada em intenção de compra e sustentada por negativas, arquitetura de campanhas e páginas que falem só com quem já está pronto.
As objeções que você pode estar pensando agora
“No meu mercado só tem busca genérica.” Na verdade, sempre há sinais de compra: preço, modelo, região, volume, prazo, “perto de mim”, “comprar”, “frete”, “teste grátis”. O mapeamento certo revela esses padrões.
“Performance Max resolve tudo.” PMax é potente, mas sem sinais de audiência, sem exclusões e sem uma camada de pesquisa BOFU (fundo de funil), ela expande demais e dilui ROAS.
“Correspondência ampla com inteligência do Google é suficiente.” Sem biblioteca robusta de negativas e regras de exclusão, a ampla vira um vazamento permanente.
“Não posso perder volume.” Você não quer volume, quer faturamento com margem. Cortar ruído libera orçamento para disputas que importam.
A prova que não dá para ignorar
Em contas que otimizo no dia a dia, a troca de termos genéricos por consultas de intenção clara costuma reduzir o CPA de 25% a 50% em 30 a 60 dias. O CTR qualificado sobe, a taxa de conversão aumenta e o ROAS acompanha. Não é mágica; é foco.
Três alavancas fazem a diferença:
Arquitetura de campanhas por estágio: campanhas de pesquisa BOFU (exata e frase) isoladas do meio/topo; PMax com sinais de compradores e exclusões inteligentes.
Biblioteca viva de palavras-chave negativas: categorias, concorrentes irrelevantes, empregos, “o que é”, “como funciona”, termos de suporte e DIY.
Qualidade de página de destino: promessa específica, prova imediata e caminho curto para ação. Sem isso, até a melhor segmentação perde força.
Combinando essas alavancas, o orçamento se realoca automaticamente para o que traz caixa: mais impressão em busca com intenção, menos dispersão em cliques vazios.
Um caso real: da ansiedade à previsibilidade
Renata vendia kits profissionais de manicure online. Tráfego não era o problema: 18 mil cliques por mês. Vendas? Fracas. O relatório de termos de pesquisa mostrava “decoração de unhas ideias”, “como aprender nail art”, “tendências de 2024”. Nenhuma dessas pessoas acordou querendo comprar um kit de R$ 497 naquele dia.
Reestruturamos tudo. Primeiro, isolamos campanhas para termos de compra: “kit manicure profissional preço”, “kit alongamento de unhas comprar”, “fresa elétrica homologada”, “curso + kit certificado”. Construí uma biblioteca de negativas com mais de 300 termos educacionais e de curiosidade. Adicionei RLSA (listas de remarketing para pesquisa), sinalizei compradores recentes de e-commerce similares na PMax e criei landing pages específicas por intenção.
Em 45 dias, o CPA caiu 38%, o ROAS médio subiu de 1,7 para 4,1 e o faturamento não apenas cresceu: ficou previsível. O gargalo não era o criativo. Era a intenção. Quando passamos a aparecer apenas para clientes certos no Google, os números decolaram.
A solução irresistível: um plano de 21 dias para aparecer só para compradores
Você não precisa de uma revolução. Precisa de um plano enxuto que ataca o gargalo certo. Aqui está como executar em 21 dias.
Dia 1–3: clareza radical de intenção
Defina 3 avatares compradores e suas palavras BOFU: incluir preço, modelo, “comprar”, “orçamento”, “frete”, “perto de mim”.
Extraia do Search Console os termos que já trazem conversões orgânicas. Eles inspiram sua lista de exata/frase.
Dia 4–7: arquitetura que protege o orçamento
Campanhas de pesquisa separadas por intenção: uma só para exata, outra para frase, sem ampla por enquanto.
Criar grupos de anúncios de 1 palavra-chave (SKAGs ou variações modernas) para controle máximo de mensagem e lances.
Ativar PMax apenas com sinais de audiência compradores, feed limpo e exclusão de pesquisas irrelevantes via lista de negativas compartilhada.
Dia 8–10: biblioteca viva de negativas
Monte categorias: “o que é”, “como fazer”, “grátis”, “vaga de emprego”, “pdf”, “manual”, “concorrentes fora do ICP”, “marcas baratas”.
Implemente negativas em nível de conta e campanhas. Revise semanalmente o relatório de termos.
Dia 11–14: páginas que convertem intenção em dinheiro
Crie landing pages específicas para cada cluster de intenção. Título com correspondência da busca, proposta clara, prova (depoimentos, números), garantia e CTA único.
Política de preços clara e calculadora de frete/ROI quando fizer sentido. Quem busca preço quer resposta agora.
Dia 15–18: medição sem ruído
Configure GA4 com eventos e parâmetros que diferenciam consulta BOFU vs genérica.
Instale GTM com disparos de conversão primeiro-party. Valide tudo com DebugView.
Crie um painel no Looker Studio com CPA, ROAS, taxa de conversão por tipo de consulta e participação de impressões em termos exatos.
Dia 19–21: otimização pelo gargalo
Realocar orçamento para os termos e públicos com maior ROAS. Corte sem dó ad groups que não batem meta.
Testes rápidos: título x título nas LPs, extensões de anúncio, páginas com e sem prova acima da dobra.
Se o gargalo migra para a LP (muito clique, pouca conversão), ajuste a mensagem. Se migra para estoque/atendimento, resolva antes de escalar.
Oferta: destrave seu gargalo em uma sessão estratégica
Se você quer acelerar, eu posso conduzir isso ao seu lado. Sessão “Gargalo de Tráfego” com entregáveis em 72 horas:
Mapa de intenção de compra do seu mercado e lista priorizada de palavras BOFU.
Biblioteca de negativas personalizada para sua conta.
Blueprint de campanhas (Pesquisa + PMax) e checklist de LPs para conversão.
Plano de 90 dias com metas semanais de CPA e ROAS.
Vagas limitadas para manter qualidade. Quer previsibilidade e caixa? Vamos destravar seu gargalo agora.
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Métricas que importam, ferramentas, erros comuns e FAQ
Métricas que realmente movem o ponteiro
CPA por intenção: compare CPA dos termos BOFU vs genéricos. O BOFU precisa liderar seu mix.
ROAS por campanha: foque em ROAS incremental, não apenas médio.
Taxa de conversão por grupo de anúncios: pouca variação sugere problema de LP; grande variação indica consultas misturadas.
Participação de impressões em exata: garante presença onde o dinheiro está.
LTV por origem: compradores via BOFU tendem a ter LTV maior e churn menor.
Ferramentas essenciais
Google Ads: campanhas de pesquisa (exata/frase), PMax com sinais e exclusões.
Google Search Console: termos orgânicos que já convertem.
GA4 + GTM: eventos, parâmetros e validação de conversão.
Looker Studio: painel com foco no gargalo, não em vaidade.
Keyword Planner + Semrush/Ahrefs: expansão BOFU e negativas.
Erros comuns que custam caro
Usar correspondência ampla sem biblioteca forte de negativas.
Misturar estágios do funil na mesma campanha e LP genérica para tudo.
Rodar PMax sem sinais de audiência e sem excluir termos ou URLs inúteis.
Rastreamento incompleto no GA4, prejudicando lances e decisões.
Ignorar relatórios de termos e deixar o orçamento ser ditado pelo algoritmo.
FAQ
Devo usar correspondência ampla? Use com parcimônia, somente após dominar exata e frase, e sempre com negativas robustas e metas claras de CPA/ROAS.
Performance Max substitui pesquisa? Não. Ela complementa. Pesquisa BOFU garante controle da intenção; PMax escala onde faz sentido.
Quanto tempo para ver resultados? Em média 21 a 45 dias para impactos consistentes, dependendo do volume e da qualidade da LP.
E se meu ticket for baixo? Redobre foco em BOFU, otimize checkout, use ofertas progressivas e controle CPC. Margem manda.
Posso fazer isso sem equipe? Sim, com rotina semanal: revisar termos, atualizar negativas, ajustar lances e LPs. O plano acima foi pensado para execução enxuta.
Conclusão: quando você fala com compradores, o Google vira caixa
Empreender é escolher batalhas. A única que importa no Google é disputar a atenção de quem já quer comprar o que você vende. Segmentação avançada não é complicação; é proteção do seu caixa. Ao enxergar o gargalo na intenção e destravá-lo com palavras BOFU, negativas e páginas específicas, você começa a investir apenas onde o dinheiro volta.
Se quiser acelerar, conte comigo. Vamos construir seu sistema que aparece só para clientes certos, com previsibilidade e lucro.
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