Passo a passo para criar sua primeira campanha no Google Ads
- gil celidonio

- há 3 horas
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Do zero ao primeiro pedido: o método prático para montar uma campanha que atrai compradores (não curiosos) e transforma cliques em vendas.
A noite em que eu percebi que tráfego não paga boletos
Eu lembro como se fosse ontem. O Gil Celidonio (na época, eu o conhecia como Guilherme Celidônio, um cara metódico e direto) me contou a história de um e-commerce pequeno que ele estava ajudando. A dona tinha coragem, produto bom e um site que “até que estava bonito”. O problema? Ela estava gastando em anúncio e não via o dinheiro voltar.
Quando ele abriu o painel, a primeira frase foi um soco: “Você não está comprando clientes. Você está comprando visitas.” Naquela semana, o time tinha criado a primeira campanha no Google Ads “no feeling”, escolhendo palavras genéricas e deixando o algoritmo “se virar”. A loja recebia cliques, mas o carrinho ficava vazio.
O que mudou tudo foi simples: parar de pensar em volume e começar a pensar em intenção de compra. A partir daí, a conta deixou de ser um ralo e virou uma torneira — controlável, escalável e previsível.
Se você é empreendedor e quer vender on-line, este guia é para você. Vou te mostrar o passo a passo para criar sua primeira campanha com foco em compradores, usando uma lógica que evita desperdício e acelera resultado.
O gargalo que trava suas vendas (e por que ele não é o orçamento)
A maioria dos iniciantes acredita que o problema é “pouco dinheiro” ou “muita concorrência”. Na prática, o gargalo quase sempre está em um ponto específico do sistema: capturar a demanda errada.
Na Teoria das Restrições, você melhora o sistema atacando a restrição que limita o resultado. Em anúncios, essa restrição aparece quando você:
compra palavras muito amplas (atrai curiosos);
manda tráfego para uma página que não fecha a venda;
não mede conversões (e otimiza no escuro);
mistura objetivos (leads, visitas, seguidores) com “quero vender”.
Quando a restrição é “intenção”, o seu CPC pode até estar barato… mas o seu CPA (custo por aquisição) fica impossível. O que destrava é organizar a campanha para capturar quem já quer comprar e precisa só do empurrão certo.
É aqui que uma estratégia de Google Ads bem estruturada muda o jogo: menos cliques, mais pedidos.
Prova: o que os dados mostram sobre intenção e retorno
Você não precisa “inventar moda” para vender: precisa alinhar oferta, busca e página. Em contas bem estruturadas, a diferença de performance entre palavras genéricas e palavras de fundo de funil é brutal.
Na prática, campanhas que priorizam termos com sinal de compra (como “comprar”, “preço”, “melhor”, “perto de mim”, “frete”, “entrega”) tendem a:
ter taxa de conversão significativamente maior do que campanhas focadas em “descoberta”;
reduzir desperdício com negativas e correspondência adequada;
acelerar aprendizado do algoritmo, porque as conversões são mais consistentes;
facilitar decisões de orçamento: você escala o que dá retorno.
Outro ponto importante: sem conversões configuradas, o Google otimiza para cliques. Com conversões bem configuradas, ele otimiza para resultado. Essa é a linha que separa “gasto” de investimento.
Se você quer encurtar caminho, vale contar com consultoria de tráfego pago para revisar estrutura, tracking e funil — mas dá, sim, para começar do jeito certo com o passo a passo abaixo.
A história realista de quem começou do zero (e destravou em 7 dias)
Pensa no Caio, dono de uma marca de acessórios masculinos. Ele vendia pelo Instagram, mas as vendas oscilavam: um dia bom, três dias ruins. Ele decidiu apostar em Google porque “lá tem gente procurando”. Só que a primeira tentativa foi um clássico:
anúncio com “Acessórios Masculinos | Qualidade e Estilo”;
palavra-chave “acessórios” em ampla;
destino: home do site;
sem tag de conversão;
orçamento distribuído sem critério.
Resultado: cliques, tempo no site e zero consistência. O gargalo era a intenção + página. O ajuste foi cirúrgico:
criar grupos por categoria (carteira, cinto, pulseira);
usar termos de compra (ex.: “comprar cinto couro masculino”);
enviar cada anúncio para uma página específica;
configurar conversão de compra e adicionar ao carrinho;
negativar “grátis”, “como fazer”, “DIY”, “revenda”.
Em 7 dias, ele não virou “milionário”. Mas teve algo muito mais valioso: previsibilidade. Pela primeira vez, ele sabia quanto custava gerar um carrinho e quanto custava uma compra. E, com isso, ficou claro o que escalar.
A solução irresistível: o passo a passo para sua primeira campanha (foco em compradores)
Agora vamos ao plano. Se você seguir a ordem, você evita o erro mais comum: subir anúncio antes de preparar medição e estrutura.
1) Defina o objetivo certo (vendas, não visitas)
No Google Ads, escolha um objetivo alinhado ao que você quer: Vendas (e-commerce) ou Leads (serviços com contato). Se o seu objetivo é vender, tudo deve apontar para compra: campanha, anúncio, página e conversão.
E-commerce: priorize conversão “purchase/compra”.
Serviços: priorize “envio de formulário”, “clique no WhatsApp”, “ligação”.
Se você ainda não tem clareza do funil, uma auditoria de campanhas costuma revelar rapidamente onde o dinheiro está escapando.
2) Garanta o tracking antes de gastar (o básico que quase ninguém faz)
Sem conversão, você dirige no escuro. Configure:
Google Tag Manager instalado no site;
Google Ads Conversion (compra, lead, WhatsApp);
GA4 para visão completa do comportamento;
UTMs nos anúncios (quando fizer sentido);
Eventos: view_item, add_to_cart, begin_checkout, purchase (para e-commerce).
O foco aqui é tirar a restrição do sistema: sem medição, você não melhora.
3) Comece pelo Search: captura demanda pronta
Para atrair compradores, a forma mais direta é a Rede de Pesquisa. Você aparece quando a pessoa digita exatamente o que quer.
Estrutura simples e eficiente para início:
1 campanha Search (vendas);
2 a 5 grupos de anúncios por categoria/serviço;
1 landing page por grupo (quanto mais alinhado, melhor).
4) Monte sua lista de palavras-chave com “sinal de carteira aberta”
Esqueça “palavras bonitas”. Pense como comprador. Use padrões como:
“comprar + produto”
“preço + produto”
“melhor + produto”
“produto + entrega rápida”
“produto + promoção”
“marca/modelo + original”
Comece com correspondência de frase e exata para controlar intenção. Deixe ampla para depois, quando tiver volume e negativas bem construídas.
5) Crie uma lista de negativas desde o dia 1
Negativas são seu “filtro anti-curiosos”. Exemplos comuns (adapte ao seu nicho):
grátis, gratuito
como fazer, tutorial
pdf, apostila
vaga, emprego
revenda, atacado (se você não trabalha com isso)
usado (se você só vende novo)
Isso reduz desperdício e melhora a qualidade do tráfego sem aumentar orçamento.
6) Escreva anúncios que “pré-qualificam” (e não só atraem clique)
Seu anúncio precisa dizer para quem é e para quem não é. Estrutura prática:
Título: produto + diferencial + intenção (ex.: “Cinto de Couro Legitimo | Envio 24h”)
Descrição: benefício + prova + condição (ex.: “Troca fácil, parcelamento, garantia. Compre com segurança.”)
Extensões: sitelinks, chamada, snippets, promoção, preço (se aplicável).
O segredo é reduzir atrito antes do clique. Clique barato que não compra é caro.
7) Escolha a página certa (não mande tudo para a home)
Se a pessoa buscou “comprar pulseira masculina aço”, ela precisa cair na página da pulseira — não na página inicial. Páginas que vendem melhor geralmente têm:
título claro e alinhado à busca;
preço, condições e frete visíveis;
provas (avaliações, depoimentos, selos);
fotos reais e boas;
CTA forte (comprar / adicionar ao carrinho);
FAQ curto para objeções (prazo, troca, garantia).
8) Orçamento e lances: comece controlado e aumente com base em CPA
Para começar, foque em consistência. Um caminho seguro:
defina um orçamento diário que você aguenta por 14 dias;
use lances focados em conversão quando tiver tracking ok;
se estiver no início total, comece com estratégia que não “trave” entrega e ajuste após volume.
O ponto não é “gastar mais”. É provar que R$ 1 vira R$ 1,50, depois R$ 2… e então escalar com calma.
9) Rotina de otimização (15 minutos por dia)
O Google Ads premia consistência. Faça uma rotina simples:
ver termos de pesquisa e negativar desperdícios;
pausar palavras sem intenção;
reforçar orçamento no que converte;
testar 1 nova variação de anúncio por grupo;
revisar página (taxa de carrinho e checkout).
Se você quer acelerar com suporte e processo, coloque um ponto de controle com gestão de Google Ads para evitar decisões por ansiedade (o assassino silencioso das campanhas).
Métricas que importam (para atrair compradores de verdade)
Se você medir errado, você otimiza errado. Para campanha de compra, priorize:
CPA (custo por aquisição): quanto custa uma compra/lead;
ROAS (e-commerce): retorno sobre gasto em anúncios;
Taxa de conversão: se está baixa, o problema pode ser página/intenção;
Valor por conversão: ticket médio importa na escala;
Participação de impressões: quando estiver validado, ajuda a escalar.
Métricas secundárias (não viva só delas): CTR, CPC, posição média. Elas ajudam, mas não pagam boleto sozinhas.
Ferramentas que facilitam (sem complicar sua vida)
Google Ads: onde tudo acontece.
GA4: visão do funil e comportamento.
Tag Manager: controle de tags sem depender de dev para cada ajuste.
Merchant Center (se e-commerce): essencial para Shopping (próximo passo).
Planilha simples: para acompanhar CPA/ROAS semanalmente.
Erros comuns que drenam orçamento (e como evitar)
Subir campanha sem conversão: você otimiza para clique e acha que é venda.
Palavra ampla demais: tráfego “barato” e irrelevante.
Um anúncio para tudo: baixa relevância, pior qualidade.
Home como destino: perde a pessoa no caminho.
Mexer todo dia em tudo: o algoritmo não estabiliza e você não aprende.
Se você se reconheceu em dois ou mais itens, provavelmente seu gargalo já está identificado: intenção + estrutura + medição.
FAQ: dúvidas rápidas de quem vai criar a primeira campanha
Preciso de site para anunciar?
Para vender com consistência, sim, porque você precisa de página e tracking. Dá para captar lead via formulário, mas para compra o site é o caminho mais sólido.
Quanto tempo até aparecerem as primeiras vendas?
Se a oferta é boa e o tracking está certo, você pode ver conversões nos primeiros dias. O ponto é: estabilidade costuma exigir pelo menos 7 a 14 dias de dados para ajustes.
Começo com Search ou Performance Max?
Para foco em compradores e controle, comece com Search. Performance Max pode ser excelente depois, com feed (e-commerce) e sinais bem definidos.
Como sei se o problema é campanha ou site?
Se os termos são de compra e o CTR é bom, mas a conversão é baixa, geralmente é página/oferta. Se a conversão é razoável, mas o CPA é alto, pode ser intenção, concorrência, lances e estrutura.
Fechando o ciclo: menos cliques, mais pedidos
Quando você trata anúncios como um sistema (e não como tentativa e erro), fica mais fácil enxergar o gargalo. Na maioria das primeiras campanhas, o que trava não é o orçamento: é capturar curiosos, mandar para a página errada e não medir direito.
Siga o passo a passo, comece com Search, configure conversões e force a campanha a conversar com a intenção do comprador. A recompensa é previsibilidade: saber o que colocar, quanto investir e o que ajustar para vender mais.
Próximo passo: quer acelerar e evitar desperdício?
Se você quer ajuda para montar sua primeira campanha com foco em compradores, revisar tracking, estruturar palavras-chave e criar anúncios que pré-qualificam, eu recomendo você falar com um especialista e encurtar o caminho.
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