Hashtags em 2025: como usar para ganhar alcance real
- gil celidonio

- há 3 dias
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Você não precisa de “mais hashtags”. Você precisa de hashtags que puxem compradores — e de um funil simples que transforme alcance em demanda.
A história que mudou minha visão sobre hashtags em 2025
Eu lembro do dia em que o Gil Celidonio (naquela semana ele estava atendendo como “Guilherme Celidônio”, porque o cliente insistia em chamar assim) abriu o celular e falou: “Olha isso… 38 mil visualizações e zero venda.”
O dono do perfil era um empreendedor que vendia on-line e jurava que o problema era “falta de alcance”. Ele já tinha tentado de tudo: 30 hashtags, hashtags gigantes, hashtags em inglês, hashtags do momento, até aquelas listas copiadas e coladas.
A postagem até explodiu. Só que o caixa não mexeu.
Ali ficou claro: em 2025, o jogo não é ganhar alcance por ganhar. O jogo é ganhar alcance com intenção. E isso muda completamente como você escolhe e usa hashtags.
O gargalo que trava o alcance virar compra
Se você sente que “o conteúdo vai bem, mas não vende”, você provavelmente está preso no gargalo mais comum das redes sociais: distribuição sem intenção.
Pela Teoria das Restrições, o sistema só melhora quando você encontra a restrição principal e otimiza tudo ao redor dela. No marketing de conteúdo, a restrição raramente é “quantidade de posts”. Na maioria dos casos, é uma destas:
Hashtags amplas demais (atraem curiosos e criadores, não compradores).
Hashtags desconectadas da oferta (o algoritmo até entrega, mas para quem não precisa do que você vende).
Falta de ponte entre descoberta e decisão (a pessoa vê, mas não tem caminho claro para agir).
O detalhe que quase ninguém quer ouvir: o algoritmo não é seu funil. Ele é só a esteira. Quem transforma atenção em venda é a sua estratégia.
Em 2025, as plataformas leem muito mais do que hashtags: legenda, áudio, comentários, salvamentos, histórico do usuário, tempo de retenção, contexto do perfil. Então, quando você aposta tudo em hashtags, você perde a briga para quem estrutura a mensagem e o caminho de compra.
O que as hashtags realmente fazem em 2025 (e o que não fazem)
Hashtags ainda ajudam, mas com um papel mais específico: rotular e posicionar seu conteúdo dentro de uma “prateleira” temática e comercial.
Fazem: reforçam tema, conectam com comunidades, ajudam a indexar conteúdo e a testar intenção.
Não fazem: não salvam conteúdo fraco, não substituem oferta clara e não criam demanda do nada.
Se o seu objetivo é atrair compradores, você precisa usar hashtags como parte de um plano que resolva o gargalo: conectar descoberta → prova → ação.
A prova: o que muda quando você troca alcance por intenção
Vamos para a prática. Quando você ajusta suas hashtags para intenção de compra, você geralmente vê:
Menos visualizações totais, porém mais visitas ao perfil e mais DMs qualificadas.
Mais salvamentos (porque a pessoa quer voltar para comprar ou comparar).
Mais cliques (link da bio, catálogo, WhatsApp).
Na rotina de projetos de consultoria de marketing, a virada acontece quando a métrica de sucesso deixa de ser “alcance” e passa a ser “próxima ação”. Se o conteúdo gera:
visita qualificada ao perfil,
mensagem pedindo preço,
clique para orçamento,
cadastro em lista,
…então as hashtags estão cumprindo seu trabalho.
O indicador que mais prevê venda (e quase ninguém monitora)
Em 2025, um dos sinais mais fortes de intenção é a combinação:
Salvamentos (conteúdo útil para decisão)
Compartilhamentos (conteúdo que vira recomendação)
Cliques (ação objetiva)
Quando suas hashtags atraem o público certo, esses três números sobem mesmo se o alcance não “viralizar”. E é aí que o caixa começa a responder.
A história: a virada de quem vendia on-line e só atraía curiosos
Voltemos ao caso do empreendedor que estava com 38 mil visualizações e zero venda. Ele vendia um serviço com ticket médio acima de R$ 2.000. Ou seja: não era impulso. Era decisão.
O erro dele? Hashtags genéricas e “de vaidade”. Coisas como “empreendedorismo”, “marketingdigital”, “negocios”, “sucesso”. Resultado: ele atraía estudantes, curiosos e outros criadores — gente que interage, mas não compra.
O Guilherme (Gil) pediu uma coisa simples: “Me dá 30 minutos e me diz qual é o seu comprador ideal e qual problema ele quer resolver agora.” A resposta veio: “Quero atrair donos de negócio que precisam vender mais no Instagram sem virar refém de anúncios.”
Então trocamos a lógica:
Saímos de hashtags amplas.
Entramos em hashtags de intenção e contexto.
Alinhamos o conteúdo com uma oferta clara no final.
Em duas semanas, o alcance caiu. E as conversas aumentaram. Ele passou a receber mensagens do tipo: “Você faz isso para o meu nicho?” e “Quanto custa para implementar?” — que são as duas frases que mais parecem música para quem vive de vendas.
O gargalo não era visibilidade. Era visibilidade para a pessoa errada.
A solução irresistível: o plano de hashtags que puxa compradores
Se você quer alcance real em 2025, pense em “real” como: real para o seu faturamento. Aqui vai um plano direto, do jeito que dá para aplicar ainda hoje.
1) Defina a restrição do seu funil: onde a venda trava?
Antes de escolher hashtags, responda:
As pessoas não chegam no meu perfil? (descoberta)
As pessoas chegam, mas não entendem o que vendo? (clareza)
Entendem, mas não confiam? (prova)
Confiam, mas não agem? (CTA e oferta)
Hashtags ajudam mais na primeira etapa, mas só dão resultado comercial quando as outras etapas estão minimamente alinhadas. Se você quiser encurtar esse caminho, a CREIS Consultoria costuma organizar isso em uma sequência simples de ajustes (perfil, promessa, prova e CTA).
2) Use o mix 3-3-3 (9 hashtags) orientado por intenção
Esqueça a obsessão por 30 hashtags. Em 2025, menos pode ser mais — desde que seja mais preciso.
Monte 9 hashtags em três grupos:
3 de dor (problema urgente): exemplo: “semvendas”, “poucosclientes”, “naoengaja” (adapte ao seu nicho).
3 de solução (o que você entrega): exemplo: “consultoriademarketing”, “estrategiadigital”, “funildevendas”.
3 de contexto (quem e onde): exemplo: “negociolocal”, “ecommercebrasil”, “empreendedorbr”.
O ponto não é copiar exemplos, e sim refletir: sua hashtag está atraindo alguém com problema e com capacidade de compra?
3) Crie uma “escada” de hashtags: nicho → subnicho → oferta
Um erro comum é pular do genérico para o específico sem ponte. A escada funciona assim:
Nicho: categoria ampla (ex.: estética, alimentação, educação, serviços B2B).
Subnicho: segmento mais claro (ex.: clínica de estética facial, marmitas fitness, mentoria para arquitetos).
Oferta: o que você vende (ex.: “gestaodeinstagram”, “captacaodeleads”, “consultoriadeconteudo”).
Essa escada ajuda a plataforma a entender onde encaixar você e ajuda o usuário a se reconhecer.
4) Faça a hashtag trabalhar com o conteúdo (não contra ele)
Em 2025, hashtag sem alinhamento com a peça de conteúdo é desperdício. Ajuste três pontos:
Primeiras linhas da legenda: diga a promessa e para quem é.
Palavras do vídeo: fale o termo que você quer ranquear (sim, o que você fala importa).
Comentários: fixe um comentário com a próxima ação (ex.: “Me chame no WhatsApp com a palavra X”).
Quando tudo aponta para a mesma intenção, você destrava a restrição: o algoritmo entende e o comprador também.
5) Transforme alcance em compra com um CTA de uma frase
Se você quer atrair compradores, cada post precisa de um caminho simples. Exemplos de CTA direto:
“Quer que eu aplique isso no seu negócio? Me mande ‘PLANO’ no WhatsApp.”
“Se você quer um diagnóstico rápido do seu perfil, peça ‘ANÁLISE’.”
“Quer o roteiro completo? Comente ‘ROTEIRO’.”
Perceba: você não está pedindo “curtida”. Você está pedindo movimento.
A oferta: transforme suas hashtags em uma máquina de conversas de venda
Se você cansou de postar e torcer, dá para organizar uma estratégia que use hashtags do jeito certo — como parte de um sistema que cria demanda e conversa com compradores.
O caminho mais rápido é fazer um diagnóstico e atacar a restrição principal do seu perfil: o ponto exato onde você perde dinheiro (na descoberta, na clareza, na prova ou na ação).
Agende uma sessão estratégica e saia com:
um mapa de hashtags por intenção (dor, solução e contexto),
um roteiro de conteúdo que chama comprador,
ajustes de bio e CTA para aumentar conversão,
métricas para acompanhar sem paranoia de vaidade.
Métricas que importam, ferramentas, erros comuns e FAQ
Métricas que importam (para quem quer vender)
Visitas ao perfil por post (descoberta com intenção).
Cliques no link/WhatsApp (ação).
Respostas e DMs (conversa de venda).
Salvamentos (conteúdo de decisão).
Taxa de conversão do perfil: visitas → mensagens → propostas.
Ferramentas úteis (sem complicar)
Insights nativos (Instagram/TikTok/YouTube Shorts): acompanhe origem do tráfego e ações no perfil.
Notas/planilha: registre quais grupos de hashtags foram usados e o resultado (visitas, cliques, DMs).
Link com rastreio: use parâmetros para saber qual post gerou conversa (principalmente para WhatsApp).
O objetivo é simples: descobrir quais combinações trazem gente que pergunta preço — e repetir o que funciona.
Erros comuns que matam seu alcance real
Copiar lista de hashtags de outro nicho e esperar compradores.
Usar hashtag do “momento” que não tem relação com sua oferta.
Misturar idiomas e temas sem coerência (o algoritmo entende como ruído).
Trocar tudo toda hora e não dar tempo para o padrão aparecer.
Não ter oferta clara: sem CTA, você coleciona engajamento e perde dinheiro.
FAQ rápido sobre hashtags em 2025
Quantas hashtags usar? Comece com 9 a 12 bem escolhidas. Se o seu conteúdo e CTA estiverem alinhados, isso costuma ser suficiente para sinalizar intenção sem poluir.
Hashtags ainda trazem alcance? Sim, mas o alcance “bom” é o que gera ação: visitas, cliques e mensagens. Alcance vazio só infla número.
Hashtags muito grandes funcionam? Elas podem até dar impressões, mas geralmente atraem público disperso. Para compradores, o mix com hashtags de intenção e contexto tende a performar melhor.
Preciso colocar hashtags na legenda ou nos comentários? Legenda facilita coerência e leitura do contexto. Comentários podem funcionar, mas priorize consistência e evite parecer “colado”.
Conclusão: alcance real é o que chega no bolso
Em 2025, usar hashtags do jeito certo é parar de tratar alcance como troféu e começar a tratar como canal de aquisição. O gargalo não é “falta de views”. O gargalo é a falta de intenção — e a falta de um caminho claro para o comprador agir.
Quando você ajusta suas hashtags por dor, solução e contexto, alinha conteúdo com promessa e fecha com CTA, o alcance vira conversa. E conversa vira venda.
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