Estratégias de precificação: como cobrar mais e vender melhor
- gil celidonio

- há 1 hora
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Você não precisa vender mais para lucrar mais. Precisa precificar melhor — com método, provas e uma oferta que faz o preço parecer óbvio.
A história que mudou minha visão sobre preço (e sobre coragem)
Eu lembro do dia em que o Gil Celidonio me contou sobre a “semana do medo”. Ele tinha acabado de sair de uma sequência de lançamentos mornos e decidiu fazer o que quase todo empreendedor evita: subir o preço.
Naquela época, ele atendia como consultor e vendia um pacote “completo” por um valor que, segundo ele, “não dava para reclamar”. Só que tinha um detalhe: quando ele colocava no papel o tempo de entrega, as revisões, o suporte e o custo de aquisição, o lucro virava um fiapo.
Na segunda-feira, ele abriu o checkout e trocou o preço. Sem aviso, sem desculpa, sem justificar. Ele chamou essa versão mais confiante de “Guilherme Celidônio”, para brincar com a própria cabeça: o Guilherme fazia o que o Gil ainda hesitava.
Na terça, vieram as mensagens: “aumentou?”, “mas por quê?”, “tem desconto?”. E aí ele percebeu a verdade que define quem cresce no digital: o problema raramente é o público não ter dinheiro. O problema é o público não ter clareza do valor.
Foi ali que ele entendeu a pergunta certa: não é “quanto eu cobro?”. É “que gargalo está impedindo o meu cliente de perceber por que vale pagar mais — e comprar agora?”
O gargalo invisível que trava seu lucro (e faz você brigar por preço)
Quando a precificação não funciona, a maioria tenta resolver com mais tráfego, mais posts, mais anúncios, mais descontos. Só que, na prática, isso costuma piorar o cenário: você atrai um público mais sensível a preço e treina sua audiência a esperar promoção.
Pela lógica da Teoria das Restrições, seu negócio tem um gargalo principal limitando o resultado. No online, muitas vezes o gargalo não é tráfego. Não é produto. Nem “falta de demanda”.
O gargalo é o valor percebido mal comunicado e mal empacotado — e isso derruba sua precificação.
O sintoma: você vende, mas não respira
Você pode até estar vendendo bem, mas sente que está sempre no limite. A agenda lota, o suporte explode, o lucro não cresce proporcionalmente e a energia vai embora.
Você negocia demais no direct e no WhatsApp.
O cliente compara você com “o mais barato”.
Você sente que trabalha mais do que recebe.
Você tem medo de aumentar e “perder tudo”.
O diagnóstico: seu preço não é o problema — sua oferta é
Preço é consequência. Se o cliente não enxerga o antes e depois, qualquer valor parece alto. Se ele enxerga, o preço vira só o caminho mais curto para resolver um problema.
Quando o cliente compra online, ele compra três coisas:
Resultado (o que muda na vida/negócio dele).
Probabilidade (o quanto ele acredita que vai conseguir).
Velocidade (em quanto tempo ele chega lá).
Se você está barato e mesmo assim escuta “caro”, o gargalo está em um desses três pontos.
Provas que fazem o cliente aceitar o preço (sem você implorar)
O comprador online quer sinais de segurança. Em 2025, com excesso de ofertas, as pessoas filtram rápido: elas pagam mais quando sentem que o risco é menor e o ganho é maior.
Na prática, você resolve isso com provas em camadas — e não com um print solto de depoimento.
Três tipos de prova que aumentam conversão e margem
Prova de processo: mostra como você trabalha (framework, etapas, checklist, método). Isso aumenta confiança.
Prova de resultado: números, antes/depois, comparativos, tempo para chegar no resultado.
Prova de similaridade: casos de clientes parecidos com seu público (mesmo nicho, mesmo nível, mesmas dores).
Quando essas provas aparecem no lugar certo (página de vendas, criativos, sequência de e-mails e WhatsApp), seu posicionamento muda: você deixa de ser “mais uma opção” e vira “a escolha segura”.
O que os números costumam mostrar quando você precifica com método
Sem prometer mágica: em projetos de otimização de oferta e preço, é comum ver ganhos como:
Redução de descontos concedidos (e aumento de margem).
Melhora do ticket médio com pacotes e upgrades.
Mais conversões por clareza (mesmo com preço maior).
Menos retrabalho e suporte por promessas melhor delimitadas.
Isso acontece porque você está atacando o gargalo do sistema: a percepção de valor e a estrutura da oferta — e não “gritando mais alto” com anúncios.
A virada de chave na prática: o caso do aumento que não derrubou as vendas
Voltando ao Gil: quando ele subiu o preço, ele não deixou o resto igual. Ele ajustou o que sustentava o preço.
Primeiro, ele parou de vender “consultoria”. Ele passou a vender uma solução com começo, meio e fim. Nomeou etapas, definiu entregáveis, criou marcos e desenhou uma jornada.
Depois, ele percebeu um padrão no funil: muita gente chegava interessada, mas travava no fechamento. O gargalo não era a oferta em si — era a incerteza do comprador.
Então ele colocou três alavancas em campo:
Garantia condicional (reduz risco sem abrir mão de valor).
Provas de processo (mostra que não é “achismo”).
Escassez real (capacidade limitada, agenda, turmas).
O resultado foi simples: menos leads, mais compradores. Menos volume, mais lucro. Menos ansiedade, mais controle.
Isso é cobrar mais e vender melhor: você não “vence no grito”, você vence na engenharia da decisão.
Uma solução irresistível: plano de ação para cobrar mais sem perder vendas
Agora vamos para o que interessa: um plano prático para reestruturar sua estratégia de preço e vender com mais qualidade no online.
1) Escolha um “preço de referência” que sustenta sua operação
Antes de pensar no cliente, garanta que o preço faz sentido para o negócio existir.
Calcule horas reais (entrega + suporte + ajustes + reuniões).
Inclua CAC (quanto custa trazer um comprador).
Defina margem mínima (para reinvestir e não estagnar).
Se o preço não sustenta o crescimento, você vai travar no teto de energia. Isso não é falta de motivação; é matemática.
2) Troque “produto solto” por pacotes com contraste
O cérebro decide por comparação. Se você dá uma única opção, o cliente compara você com o mercado. Se você dá três opções bem desenhadas, ele compara entre você e você.
Essencial: resolve o básico com foco (entrada).
Recomendado: o melhor custo-benefício (principal).
Premium: velocidade, proximidade, personalização (margem).
Essa é uma das formas mais rápidas de melhorar vendas online sem depender de desconto.
3) Ancore o preço no resultado, não no esforço
“Dá trabalho” não é argumento de venda. O cliente não compra o seu cansaço; compra o que muda para ele.
Em vez de dizer:
“São 10 encontros.”
“Tenho X anos de experiência.”
“Vou analisar suas redes.”
Construa a ancoragem assim:
“Você sai com uma oferta que permite cobrar mais sem perder conversão.”
“Você reduz a dependência de desconto e melhora margem.”
“Você ganha clareza para escalar sem estourar suporte.”
4) Remova o risco percebido com microcompromissos
No online, o comprador quer um passo seguro. Você pode criar isso com:
Diagnóstico rápido (auditoria/raio-x).
Aula estratégica ou sessão inicial.
Garantia condicional baseada em execução (não “garantia eterna”).
Esse desenho transforma a negociação em decisão. E decisão é o que compra.
5) Teste preço como um sistema (não como um palpite)
Em vez de “acho que está caro”, teste hipóteses:
Suba 10% mantendo a oferta igual e meça conversão e lucro.
Suba 10% melhorando prova e clareza e meça novamente.
Crie um pacote premium e observe o mix de vendas.
Se a conversão cair um pouco, mas o lucro subir, você ganhou. Se a conversão cair demais, o gargalo não é o preço: é a oferta, a prova ou o canal.
Oferta: destrave sua precificação com um diagnóstico e um plano de execução
Se você quer cobrar mais e vender melhor no online, a forma mais rápida é identificar o gargalo específico do seu funil e corrigir com prioridade.
Na CREIS Consultoria, o foco é ajustar o sistema inteiro: oferta, prova, ancoragem, pacotes e mensagem — para o preço virar consequência do valor percebido.
CTA: Agende uma sessão de diagnóstico e saia com um plano direto do que mudar primeiro para aumentar ticket e margem sem travar as vendas.
Métricas que importam (para cobrar mais sem se enganar)
Se você não mede, você volta para o achismo. E achismo faz você recuar para desconto.
Taxa de conversão por etapa: visita → lead → chamada → venda.
Ticket médio: quanto entra por compra.
Margem por entrega: lucro real após custo e tempo.
Payback do CAC: quanto tempo para recuperar investimento em aquisição.
Mix de pacotes: quantos escolhem Essencial vs Premium.
Ferramentas simples para ajustar preço e oferta no dia a dia
Você não precisa de uma estrutura gigante. Precisa de consistência.
Planilha de unit economics (tempo, CAC, margem).
Formulário de pré-qualificação (para entender dor e urgência).
Script de fechamento com objeções mais comuns.
Página de vendas com prova de processo e pacotes.
Quando essas peças conversam, o cliente sente que você tem um método — e método justifica preço.
Erros comuns que fazem você cobrar pouco (e atrair o público errado)
Competir por preço: sempre terá alguém mais barato.
Prometer demais: vira suporte infinito e cancelamento.
Vender sem contraste: uma única opção vira comparação com concorrente.
Depender de desconto: você educa o cliente a esperar promoção.
Não ter prova: sem segurança, o cliente pede abatimento para compensar risco.
Perguntas frequentes sobre precificação no online
Se eu aumentar o preço, vou perder vendas?
Pode perder parte dos compradores sensíveis a preço — e isso pode ser ótimo. A pergunta correta é: seu lucro e sua margem aumentam? Se você ajusta prova, oferta e pacotes, é comum manter (ou até melhorar) receita com menos volume.
Preço alto funciona para qualquer nicho?
Funciona para qualquer nicho onde exista dor real, urgência e capacidade de pagar. O que muda é o empacotamento, a prova e o canal. Nem todo público compra premium, mas todo público compra clareza.
Como parar de dar desconto no WhatsApp?
Antecipe objeções com pacotes, contraste e prova. E tenha uma regra: desconto não é padrão; é exceção vinculada a condição (pagamento à vista, redução de escopo, retirada de bônus). Sem condição, vira desvalorização.
O que eu ajusto primeiro: preço ou oferta?
Oferta primeiro, sempre que o cliente não entende o valor. Ajuste promessa, entregáveis, prova e pacotes. Depois, suba preço em testes controlados.
Conclusão: cobrar mais é consequência de clareza, prova e estrutura
Se você quer vender melhor, pare de tratar preço como um número solto. Trate como parte de um sistema. O gargalo que trava o seu crescimento pode estar exatamente onde você menos olha: no valor percebido e na forma como você apresenta sua solução.
Quando você destrava esse gargalo, acontece o que parece contraditório: você cobra mais, negocia menos e vende com mais consistência.
Se você quer acelerar isso com um plano claro e aplicável no seu contexto, fale com a consultoria e organize sua precificação para 2025.
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