Como a privacidade do usuário está mudando a forma de anunciar
- GIL CELIDONIO
- 21 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Nos últimos anos, surgiram mudanças regulatórias e uma crescente expectativa de privacidade por parte dos usuários. Isso está transformando a publicidade online de maneiras profundas e, muitas vezes, inesperadas.
Contexto atual: mudanças regulatórias e a experiência do usuário
Regulamentos como o GDPR na União Europeia, a LGPD no Brasil, e leis estaduais nos EUA criaram novas demandas por consentimento, transparência e controle de dados. Os usuários passaram a exigir mais clareza sobre quais dados são coletados, com que finalidade e por quanto tempo.
Consentimento informado e granular, com opções de recusa, leitura simples de políticas e gestão de preferências.
Limite de coleta de dados e minimização de dados, favorecendo dados essenciais para o funcionamento de serviços.
Transparência contínua sobre uso de dados, incluindo compartilhamento com terceiros e parcerias de publicidade.
Como a privacidade está reformulando a estratégia de anúncios
Com menos dependência de dados de terceiros, anunciantes precisam reimaginar como alcançam, entendem e mensuram impacto. A ênfase se desloca para dados de primeira mão, contextualização e mensuração agregada.
Investir em dados de primeira mão (first-party data) por meio de cadastros, assinaturas, programas de fidelidade e interações diretas com a marca.
Adotar contextual advertising, ou publicidade contextual, que combina o conteúdo da página com mensagens relevantes sem depender de rastreamento intrusivo.
Planejar a mensuração de campanhas com abordagens que preservem a privacidade, como atribuição em dados agregados e métodos de sandboxing.
Explorar tecnologias de privacidade, como aprendizado federado, aprendizado diferencial (differential privacy) e plataformas de dados isoladas, que permitem insights sem expor dados pessoais.
Ferramentas e tecnologias emergentes
O ecossistema de ad tech está se adaptando com soluções que respeitam a privacidade, incluindo tags de consentimento, swivels de dados entre parceiros com regras de governança e plataformas que operam com dados em modo seguro.
O que os anunciantes devem fazer hoje
Para não perder eficiência, é possível alinhar campanhas com práticas de privacidade desde a concepção.
Auditar o uso de dados: identificar quais dados são coletados, onde são armazenados e quem tem acesso.
Melhorar os fluxos de consentimento: tornar as opções de consentimento claras, acessíveis e com registro de preferências.
Focar em parcerias com políticas de dados robustas: garantir que fornecedores e plataformas sigam padrões de privacidade.
Priorizar a construção de first-party data e investir em conteúdo de qualidade para engajar o usuário.
Conclusão
A privacidade do usuário não apenas impõe limites, mas abre oportunidades para publicidade mais relevante, ética e confiável. Ao combinar consentimento claro, dados de primeira mão e abordagens de publicidade contextual, as marcas podem manter resultados fortes sem sacrificar a confiança do público.



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