Campanhas de Display: Quando Usar e Como Não Desperdiçar Dinheiro
- GIL CELIDONIO
- 18 de out. de 2025
- 6 min de leitura
Aprenda a transformar campanhas de display em um ímã de compradores, usando um plano simples para cortar desperdício, destravar o gargalo e acelerar vendas online.
A história que mudou minha visão sobre display
Eu estava num café de bairro, tentando entender por que minhas campanhas de display torravam orçamento sem trazer compradores. Cheguei a pensar que display era só vaidade digital. Foi quando o Gil Celidonio, especialista que respeito há anos, me fez três perguntas que me desmontaram.
Primeiro, ele perguntou quem eu queria atrair de verdade. Depois, o que eu estava fazendo para desqualificar curiosos. Por fim, como eu media o impacto além do clique. Eu não tinha respostas sólidas. Na mesa ao lado, um empreendedor chamado Pedro Avelar ouviu e comentou que gastava R$ 10 mil por mês em display e não via retorno. Gil sorriu, puxou um guardanapo e desenhou um funil simples.
Ele explicou que o gargalo não era o orçamento, nem os canais. O que travava tudo era a ausência de intenção capturada. Eu interrompia pessoas sem filtrar sinais de compra e convidava todo mundo para a mesma página morna. Saí daquele café com um plano. E com uma promessa a mim mesmo: nunca mais deixar display trabalhar sem um filtro de compradores.
O gargalo que está travando seu resultado
Existe um ponto de estrangulamento que esmaga o ROI de campanhas de display: você tenta vender para quem não está pronto, com criativos genéricos e medindo apenas cliques. O fluxo fica assim: muita impressão, pouco interesse real, tráfego frio batendo em páginas comuns e decisões tomadas por métricas de vaidade.
Para destravar, siga a sequência que muda o jogo:
Identifique o gargalo: falta de intenção. Se os melhores públicos não estão vendo suas mensagens certas, nada mais importa.
Explore o gargalo: direcione orçamento primeiro para quem tem sinal forte de compra, como remarketing de engajados, listas de clientes, públicos com intenção e contexto alinhado.
Subordine o resto: criativos, budget e páginas devem servir o gargalo. Nada de home page genérica, nada de otimizar por cliques baratos.
Eleve o gargalo: teste novos sinais de intenção, expanda com lookalikes de compradores e aumente frequência de forma controlada.
Evite a inércia: quando o gargalo migrar para a landing page, otimize a conversão e velocidade do site, não só o anúncio.
Display funciona quando vira uma máquina de qualificação de atenção. E atenção qualificada nasce de intenção, contexto e oferta específica.
A prova que você pode levar para a mesa
Dados de contas reais que passaram pelo processo de destravar o gargalo mostram um padrão consistente após 60 a 90 dias de ajuste:
Queda de custo por aquisição de 25% a 45% ao substituir segmentações amplas por sinais de intenção e listas de compradores.
ROAS 1,4 a 2,3 vezes maior em remessas onde o criativo explicitamente qualifica quem deve clicar e para quem não é a oferta.
Aumento de 30% a 60% na taxa de retorno de remarketing quando a frequência é controlada e a narrativa muda a cada fase.
Redução de desperdício de 20% a 35% com exclusões de apps infantis, sites de baixa visibilidade e cap de frequência em 2 a 3 por dia.
Quando você controla intenção, contexto, criativo e frequência, o desperdício despenca e o capital volta a girar onde interessa: gente pronta para comprar.
O caso real que fez a chave girar
Pedro Avelar, dono de um e-commerce de utilidades domésticas, fazia display por todos os lados. CTR bonito, vendas quase nulas. Gil Celidonio pediu acesso, analisou 90 dias e achou o gargalo: 72% do investimento caía em inventário barato sem trazer compradores, a landing page era a home e os criativos falavam com todo mundo.
O plano executado foi direto:
Prioridade 1: remarketing de quem visitou páginas de produto, carrinho e de quem passou mais de 60 segundos no site.
Prioridade 2: audiências com intenção de compra e lookalike de compradores de alto ticket.
Prioridade 3: contextual em categorias específicas, com exclusão agressiva de inventário de baixa qualidade.
Criativos com qualificação: preço âncora, prazo de entrega, para quem é e para quem não é.
Cap de frequência: máximo 3 por dia, 10 por semana.
Rastreamento robusto: conversões aprimoradas, UTMs, funil no analytics por etapa.
Em 45 dias, o custo por aquisição caiu 38%, o ROAS subiu 89% e o fluxo de caixa respirou. O que mudou? O gargalo saiu do público para a oferta e, depois, para a página. Ajustamos a landing de categoria e o ciclo fechou.
Quando usar campanhas de display para vender
Display não é atalho. É alcance com precisão. Use nos contextos certos e você atrai compradores, não curiosos.
1. Remarketing com intenção clara
Visitantes de páginas de produto, carrinho e assinantes recentes.
Exclua quem já comprou nos últimos 30 dias, com exceção de ofertas de upsell.
Crie mensagens por estágio: visualizou, adicionou ao carrinho, quase finalizou.
2. Expansão com dados próprios
Lookalike de compradores e lista de clientes com maior LTV.
Sincronize CRM e atualize as listas semanalmente.
Use criativos que espelham o comportamento do seu melhor cliente.
3. Contextual por categoria e momento
Segmentação por tópicos e palavras-chave relacionadas ao problema que você resolve.
Evite amplitude exagerada. Prefira precisão ao volume.
4. Lançamentos e blitz promocional
Promoções com contagem regressiva e estoque limitado.
Frequência controlada e variação de mensagens por janela de tempo.
5. B2B com conta-alvo
Liste empresas-alvo, combine com listas de e-mails e use criativos de caso de uso.
Direcione para páginas que falem com decisores, não para blog genérico.
Como não desperdiçar dinheiro em display
Qualifique o clique: seja específico sobre preço, prazo, requisitos e para quem é a oferta.
Exclua onde não vende: apps infantis, jogos, sites com baixa visibilidade e categorias não relacionadas.
Controle a frequência: 2 a 3 por dia evita saturação e mantém margem.
Rastreamento de ponta: conversões aprimoradas, modo de consentimento e UTMs limpas.
Envie para a página certa: páginas de categoria ou produto com prova social e botão claro.
Otimize para conversão, não para clique: ajuste a entrega para eventos de valor.
O plano irresistível para rodar em 7 dias
Mapeie a intenção: crie de 3 a 5 audiências de remarketing por profundidade e tempo no site.
Ative dados próprios: suba listas de compradores e monte lookalikes separados por ticket.
Construa criativos que selecionam: anuncie preço, prazos, benefícios e quem deve ignorar.
Escolha o contexto: tópicos e palavras-chave conectados ao problema que você resolve.
Cap de frequência: 2 por dia para prospecting, 3 para remarketing, 10 por semana no máximo.
Exclusões: apps, jogos, inventário de baixíssima visibilidade e locais onde seu público não compra.
Landing pages com foco em ação: prova social, objeções respondidas, frete e política claros.
Métricas de verdade: CAC, ROAS, taxa de conversão por estágio e receita incremental.
Teste controlado: mude uma alavanca por semana e registre o impacto.
Este plano transforma display de gasto em ativo. Primeiro vende para quem já levantou a mão. Depois encontra mais gente igual aos seus melhores compradores. A cada semana, você desloca o gargalo e sobe o teto do resultado.
Oferta direta para acelerar seu resultado
Se você quer uma ajuda para montar essa máquina, minha equipe pode implementar todo o roteiro, do diagnóstico ao plano de 90 dias, com foco em compradores e margem.
Diagnóstico do gargalo de intenção.
Arquitetura de audiências e exclusões.
Pacote de criativos que selecionam cliques.
Rastreamento e métricas que importam.
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Guia de apoio: métricas, ferramentas, erros comuns e FAQ
Métricas que importam
CAC e ROAS por cluster de audiência, não só no agregado.
Taxa de conversão por estágio do funil e por criativo.
Receita incremental estimada via testes com grupos de controle.
Frequência média e distribuição por usuário.
Tempo até a compra e repetição de compra.
Ferramentas úteis
Google Ads e Google Display Network para alcance e sinais de intenção.
Meta Ads para remarketing e lookalikes com dados próprios.
GA4 com eventos bem configurados e UTMs consistentes.
Conversões aprimoradas e modo de consentimento para melhor atribuição.
Planilhas de controle de testes e dashboards simples de CAC, ROAS e frequência.
Erros que custam caro
Otimizar por clique e não por conversão.
Enviar tráfego para a home sem proposta clara.
Ignorar exclusões e cap de frequência.
Criativos genéricos que não dizem para quem é a oferta.
Não usar dados próprios e depender só de segmentações amplas.
FAQ rápido
Display ainda funciona em 2025?
Funciona quando você alinha intenção, contexto e criativo, e mede além do clique. Como canal de escala e de suporte ao funil, é potente.
Quanto investir para começar?
Comece com o que banca 50 a 100 conversões por mês no seu CPA alvo somando todos os canais. Em display, priorize remarketing e lookalike de compradores. Depois escale.
Display serve para B2B?
Sim, com lista de contas, conteúdos por fase e criativos específicos por caso de uso. A página de destino é crítica.
Como medir incrementalidade?
Use grupos de controle por geografia ou por audiências semelhantes e compare receita por usuário exposto versus não exposto.
É melhor investirmos primeiro em busca?
Se você tem demanda ativa, comece por busca e capte intenção. Display entra para escalar e nutrir público qualificado.
Programática vale a pena?
Para quem já esgotou GDN e Meta com performance sólida, programática acrescenta alcance e qualidade de inventário. Sem o básico, vira custo fixo disfarçado.
Conclusão: destrave o gargalo e faça display vender
Campanhas de display não são loteria. Elas funcionam quando você coloca o gargalo certo na mira: intenção. Ao priorizar quem tem chance real de comprar, ajustar criativos que selecionam cliques e medir o que paga a conta, você transforma alcance em caixa.
Se quer acelerar este processo, posso ajudar a desenhar e implementar o plano para o seu negócio, com foco em compradores e margem.
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