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Quando a perícia pode ser refeita por inconsistências técnicas


Como transformar um laudo frágil em prova sólida e acelerar a Justiça no seu caso odontológico


A história que mudou minha visão sobre perícias refeitas

Eu me chamo Dra. Ana Celidonio e, anos atrás, recebi um caso que parecia perdido. O Marcos, um paciente discreto, chegou com um laudo pericial que “batia o martelo” contra ele. Na mesa, um documento curto, sem fotografias intraorais, sem protocolo de medição e com contradições entre a narrativa e os achados clínicos. No rosto dele, a sensação de que a Justiça não tinha tempo para detalhes.



Naquele dia, decidi fazer o que ninguém tinha feito: desmontar o laudo por dentro, item a item. Encontrei ausências técnicas que mudavam o sentido do caso. Sabe quando você percebe que o problema não é falta de sorte, mas de método? Foi assim. Solicitamos complementação, organizamos um dossiê técnico e pedimos nova perícia com base em inconsistências objetivas.


Meses depois, a nova perícia trouxe o que faltava: documentação fotográfica padrão, exame clínico completo, análise de nexo causal coerente. O resultado virou. Ali eu entendi que, quando um laudo tem falhas técnicas, a pergunta certa não é “e agora?”, mas “como refazer do jeito certo?”.



O gargalo que atrasa a Justiça e como destravá-lo

Se você está tentando provar um dano odontológico e sente que nada sai do lugar, há um gargalo invisível controlando tudo: a qualidade técnica do laudo pericial. Esse é o bottleneck que define o ritmo do seu processo.


Segundo a Teoria das Restrições, melhorar o sistema exige focar na maior restrição. No seu caso, é assim que destravamos:


  • Identifique a restrição: o laudo pericial com falhas metodológicas ou omissões.

  • Explore a restrição: levante inconsistências técnicas objetivas (ausência de fotos, falta de protocolo, contradições com prontuário).

  • Subordine o restante: alinhe sua estratégia jurídica e documental a esse ponto crítico, priorizando a demonstração das falhas.

  • Eleve a restrição: peça complementação ou nova perícia com base em critérios técnicos claros.

  • Repita o ciclo: valide a nova perícia com checklist técnico e, se necessário, ajuste a abordagem.

Enquanto esse gargalo não for resolvido, todo o restante (depoimentos, orçamentos, memórias) trabalha em marcha lenta. Quando você corrige o ponto crítico, o processo todo acelera.



A prova que derruba objeções

“Mas doutora, dá mesmo para refazer a perícia?” A resposta é: sim, quando há inconsistências técnicas que comprometem a conclusão ou deixam o laudo inconclusivo. Em termos práticos, tribunais costumam determinar complementação ou nova perícia quando a prova técnica não é suficiente, é contraditória ou ignora elementos relevantes do prontuário.


Quais sinais práticos indicam fragilidade técnica e podem embasar o pedido de nova perícia odontológica?


  • Ausência de documentação fotográfica padrão (intraoral, extraoral, radiografias) ou imagens sem metadados e sem escala.

  • Falta de protocolo de avaliação: sem descrição de metodologia, sem medições, sem cronologia clínica.

  • Contradições entre o laudo e o prontuário, ou entre achados clínicos e radiográficos.

  • Desconsideração de fatores causais relevantes (hábitos, iatrogenias, tempo decorrido) no nexo causal.

  • Não resposta a quesitos essenciais das partes ou respostas genéricas sem embasamento técnico.

  • Erro de especialidade: avaliação complexa feita sem conhecimento específico em odontologia legal ou área correlata.

Quando apontamos esses pontos de forma objetiva, com um checklist técnico e um dossiê comparativo, o pedido de nova perícia deixa de soar como “insatisfação” e passa a ser o caminho lógico para garantir uma prova confiável.



A história por trás de uma virada real

A Camila buscava indenização por complicações após um tratamento estético. A perícia inicial afirmava “resultado satisfatório”, sem fotos de antes e depois, sem tomografia e sem registro de tonalidade de cor. O prontuário mostrava o contrário: retrações gengivais e fraturas em porcelana.


Construímos um dossiê técnico com:


  • Linha do tempo clínica com base em documentos e mensagens;

  • Comparação frame a frame das fotos do celular, sinalizando a ausência de padronização;

  • Quesitos complementares focados na metodologia;

  • Solicitação de nova perícia com especialista adequado.

Na nova avaliação, houve padronização fotográfica, análise periodontal e registro radiográfico completo. O nexo causal ficou claro. O caso avançou. A diferença não foi “sorte”, foi método.



A solução irresistível: seu plano de ação prático

Se você desconfia que seu laudo está frágil, siga este roteiro. É o mesmo que aplico diariamente como perita judicial odontológica e assistente técnica.



1) Faça a triagem técnica do laudo

  • Verifique se há fotos intraorais, radiografias e tomografias com identificação e data.

  • Busque metodologia explícita: como foram feitas as medições? Houve sondagem? Houve prova de contatos?

  • Procure por contradições entre texto e imagens, e pontos sem resposta nos quesitos.


2) Colete e organize seu acervo

  • Prontuário completo, laudos anteriores, orçamentos, nota fiscal de materiais, conversas e registros de dor.

  • Fotos em alta qualidade, com luz e escala, preferencialmente padronizadas.


3) Mapeie o gargalo com a Teoria das Restrições

  • Nomeie a restrição: “metodologia insuficiente do laudo”.

  • Liste impactos: nexo causal fraco, dúvida pericial, atraso.

  • Defina como elevar a restrição: nova perícia com protocolo e especialidade corretos.


4) Construa um dossiê de inconsistências técnicas

  • Checklist objetivo (o que falta e por que importa).

  • Tabela de comparação entre laudo e prontuário.

  • Quesitos complementares direcionados à metodologia e ao nexo causal.


5) Solicite complementação ou nova perícia

  • Baseie o pedido na necessidade de prova adequada, não em opinião pessoal.

  • Indique a especialidade técnica necessária (ex.: periodontia, prótese, implantodontia).


6) Acompanhe a execução pericial

  • Garanta que o perito tenha acesso a todo o material.

  • Valide a padronização das imagens e medições.


7) Valide a nova prova e avance

  • Revise o laudo final com o mesmo checklist.

  • Se necessário, ajuste a estratégia com base nos novos achados.


Oferta: leve seu caso para uma análise técnica estratégica

Eu, Dra. Ana Celidonio, realizo avaliação técnica completa do seu processo para identificar se há base para refazer a perícia por inconsistências técnicas. Você recebe um parecer claro, um checklist do que falta e um plano de ação enxuto para acelerar o resultado.


  • Revisão do laudo pericial e do prontuário.

  • Checklist de inconsistências técnicas.

  • Quesitos complementares estratégicos.

  • Plano de solicitação de complementação ou nova perícia.

Agende sua sessão de análise e descubra se seu caso pode virar de rumo com uma perícia odontológica bem feita.


Fale comigo agora no WhatsApp e acelere o seu caso.



Ferramentas, métricas, erros e respostas rápidas


Métricas que importam

  • Tempo entre a perícia inicial e a decisão sobre nova perícia.

  • Número de quesitos essenciais respondidos de forma técnica.

  • Grau de padronização das imagens e exames.

  • Coerência entre laudo e prontuário (itens sem contradição).


Ferramentas que agilizam

  • Checklist pericial odontológico (metodologia, imagens, medições, nexo).

  • Planilha de comparação entre laudo e prontuário.

  • Modelo de quesitos direcionados à metodologia.

  • Template de pedido de nova perícia com foco técnico.


Erros comuns que custam caro

  • Basear o pedido de nova perícia em insatisfação, não em falhas técnicas objetivas.

  • Ignorar a especialidade adequada para o tema do caso.

  • Subestimar o poder das imagens padronizadas e das medições.

  • Deixar de acompanhar a execução pericial e a resposta aos quesitos.


FAQ rápido

  1. Quando a perícia pode ser refeita por inconsistências técnicas? Quando o laudo é inconclusivo, contraditório ou metodologicamente insuficiente a ponto de comprometer a prova.

  2. Preciso de uma perita judicial odontológica para isso? Ter uma especialista ao seu lado ajuda a mapear falhas objetivas e formular o pedido correto, aumentando as chances de aceitação.

  3. Complementação é suficiente ou preciso de nova perícia? Depende da gravidade das falhas. Se a base metodológica é fraca, a nova perícia costuma ser o caminho mais seguro.

  4. Demora mais o processo? Corrigir o gargalo técnico evita discussões intermináveis e tende a encurtar o caminho até uma decisão justa.


Conclusão: quando refazer a perícia muda tudo

Perícias não são infalíveis. E é justamente por isso que existe o caminho técnico para revisá-las. Quando há inconsistências técnicas, refazer a perícia não é “repetir trabalho”: é construir a prova certa, com método, padronização e responsabilidade. Ao focar no gargalo — a qualidade do laudo — você libera o fluxo do processo e aproxima a Justiça do que realmente aconteceu.


Se você precisa transformar um laudo frágil em prova sólida, eu posso ajudar. Vamos analisar seu caso juntos, identificar as falhas, e desenhar o pedido de nova perícia odontológica do jeito certo.


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