Quando a perícia pode ser refeita por inconsistências técnicas
- gil celidonio

- 24 de dez. de 2025
- 5 min de leitura
Como transformar um laudo frágil em prova sólida e acelerar a Justiça no seu caso odontológico
A história que mudou minha visão sobre perícias refeitas
Eu me chamo Dra. Ana Celidonio e, anos atrás, recebi um caso que parecia perdido. O Marcos, um paciente discreto, chegou com um laudo pericial que “batia o martelo” contra ele. Na mesa, um documento curto, sem fotografias intraorais, sem protocolo de medição e com contradições entre a narrativa e os achados clínicos. No rosto dele, a sensação de que a Justiça não tinha tempo para detalhes.
Naquele dia, decidi fazer o que ninguém tinha feito: desmontar o laudo por dentro, item a item. Encontrei ausências técnicas que mudavam o sentido do caso. Sabe quando você percebe que o problema não é falta de sorte, mas de método? Foi assim. Solicitamos complementação, organizamos um dossiê técnico e pedimos nova perícia com base em inconsistências objetivas.
Meses depois, a nova perícia trouxe o que faltava: documentação fotográfica padrão, exame clínico completo, análise de nexo causal coerente. O resultado virou. Ali eu entendi que, quando um laudo tem falhas técnicas, a pergunta certa não é “e agora?”, mas “como refazer do jeito certo?”.
O gargalo que atrasa a Justiça e como destravá-lo
Se você está tentando provar um dano odontológico e sente que nada sai do lugar, há um gargalo invisível controlando tudo: a qualidade técnica do laudo pericial. Esse é o bottleneck que define o ritmo do seu processo.
Segundo a Teoria das Restrições, melhorar o sistema exige focar na maior restrição. No seu caso, é assim que destravamos:
Identifique a restrição: o laudo pericial com falhas metodológicas ou omissões.
Explore a restrição: levante inconsistências técnicas objetivas (ausência de fotos, falta de protocolo, contradições com prontuário).
Subordine o restante: alinhe sua estratégia jurídica e documental a esse ponto crítico, priorizando a demonstração das falhas.
Eleve a restrição: peça complementação ou nova perícia com base em critérios técnicos claros.
Repita o ciclo: valide a nova perícia com checklist técnico e, se necessário, ajuste a abordagem.
Enquanto esse gargalo não for resolvido, todo o restante (depoimentos, orçamentos, memórias) trabalha em marcha lenta. Quando você corrige o ponto crítico, o processo todo acelera.
A prova que derruba objeções
“Mas doutora, dá mesmo para refazer a perícia?” A resposta é: sim, quando há inconsistências técnicas que comprometem a conclusão ou deixam o laudo inconclusivo. Em termos práticos, tribunais costumam determinar complementação ou nova perícia quando a prova técnica não é suficiente, é contraditória ou ignora elementos relevantes do prontuário.
Quais sinais práticos indicam fragilidade técnica e podem embasar o pedido de nova perícia odontológica?
Ausência de documentação fotográfica padrão (intraoral, extraoral, radiografias) ou imagens sem metadados e sem escala.
Falta de protocolo de avaliação: sem descrição de metodologia, sem medições, sem cronologia clínica.
Contradições entre o laudo e o prontuário, ou entre achados clínicos e radiográficos.
Desconsideração de fatores causais relevantes (hábitos, iatrogenias, tempo decorrido) no nexo causal.
Não resposta a quesitos essenciais das partes ou respostas genéricas sem embasamento técnico.
Erro de especialidade: avaliação complexa feita sem conhecimento específico em odontologia legal ou área correlata.
Quando apontamos esses pontos de forma objetiva, com um checklist técnico e um dossiê comparativo, o pedido de nova perícia deixa de soar como “insatisfação” e passa a ser o caminho lógico para garantir uma prova confiável.
A história por trás de uma virada real
A Camila buscava indenização por complicações após um tratamento estético. A perícia inicial afirmava “resultado satisfatório”, sem fotos de antes e depois, sem tomografia e sem registro de tonalidade de cor. O prontuário mostrava o contrário: retrações gengivais e fraturas em porcelana.
Construímos um dossiê técnico com:
Linha do tempo clínica com base em documentos e mensagens;
Comparação frame a frame das fotos do celular, sinalizando a ausência de padronização;
Quesitos complementares focados na metodologia;
Solicitação de nova perícia com especialista adequado.
Na nova avaliação, houve padronização fotográfica, análise periodontal e registro radiográfico completo. O nexo causal ficou claro. O caso avançou. A diferença não foi “sorte”, foi método.
A solução irresistível: seu plano de ação prático
Se você desconfia que seu laudo está frágil, siga este roteiro. É o mesmo que aplico diariamente como perita judicial odontológica e assistente técnica.
1) Faça a triagem técnica do laudo
Verifique se há fotos intraorais, radiografias e tomografias com identificação e data.
Busque metodologia explícita: como foram feitas as medições? Houve sondagem? Houve prova de contatos?
Procure por contradições entre texto e imagens, e pontos sem resposta nos quesitos.
2) Colete e organize seu acervo
Prontuário completo, laudos anteriores, orçamentos, nota fiscal de materiais, conversas e registros de dor.
Fotos em alta qualidade, com luz e escala, preferencialmente padronizadas.
3) Mapeie o gargalo com a Teoria das Restrições
Nomeie a restrição: “metodologia insuficiente do laudo”.
Liste impactos: nexo causal fraco, dúvida pericial, atraso.
Defina como elevar a restrição: nova perícia com protocolo e especialidade corretos.
4) Construa um dossiê de inconsistências técnicas
Checklist objetivo (o que falta e por que importa).
Tabela de comparação entre laudo e prontuário.
Quesitos complementares direcionados à metodologia e ao nexo causal.
5) Solicite complementação ou nova perícia
Baseie o pedido na necessidade de prova adequada, não em opinião pessoal.
Indique a especialidade técnica necessária (ex.: periodontia, prótese, implantodontia).
6) Acompanhe a execução pericial
Garanta que o perito tenha acesso a todo o material.
Valide a padronização das imagens e medições.
7) Valide a nova prova e avance
Revise o laudo final com o mesmo checklist.
Se necessário, ajuste a estratégia com base nos novos achados.
Oferta: leve seu caso para uma análise técnica estratégica
Eu, Dra. Ana Celidonio, realizo avaliação técnica completa do seu processo para identificar se há base para refazer a perícia por inconsistências técnicas. Você recebe um parecer claro, um checklist do que falta e um plano de ação enxuto para acelerar o resultado.
Revisão do laudo pericial e do prontuário.
Checklist de inconsistências técnicas.
Quesitos complementares estratégicos.
Plano de solicitação de complementação ou nova perícia.
Agende sua sessão de análise e descubra se seu caso pode virar de rumo com uma perícia odontológica bem feita.
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Ferramentas, métricas, erros e respostas rápidas
Métricas que importam
Tempo entre a perícia inicial e a decisão sobre nova perícia.
Número de quesitos essenciais respondidos de forma técnica.
Grau de padronização das imagens e exames.
Coerência entre laudo e prontuário (itens sem contradição).
Ferramentas que agilizam
Checklist pericial odontológico (metodologia, imagens, medições, nexo).
Planilha de comparação entre laudo e prontuário.
Modelo de quesitos direcionados à metodologia.
Template de pedido de nova perícia com foco técnico.
Erros comuns que custam caro
Basear o pedido de nova perícia em insatisfação, não em falhas técnicas objetivas.
Ignorar a especialidade adequada para o tema do caso.
Subestimar o poder das imagens padronizadas e das medições.
Deixar de acompanhar a execução pericial e a resposta aos quesitos.
FAQ rápido
Quando a perícia pode ser refeita por inconsistências técnicas? Quando o laudo é inconclusivo, contraditório ou metodologicamente insuficiente a ponto de comprometer a prova.
Preciso de uma perita judicial odontológica para isso? Ter uma especialista ao seu lado ajuda a mapear falhas objetivas e formular o pedido correto, aumentando as chances de aceitação.
Complementação é suficiente ou preciso de nova perícia? Depende da gravidade das falhas. Se a base metodológica é fraca, a nova perícia costuma ser o caminho mais seguro.
Demora mais o processo? Corrigir o gargalo técnico evita discussões intermináveis e tende a encurtar o caminho até uma decisão justa.
Conclusão: quando refazer a perícia muda tudo
Perícias não são infalíveis. E é justamente por isso que existe o caminho técnico para revisá-las. Quando há inconsistências técnicas, refazer a perícia não é “repetir trabalho”: é construir a prova certa, com método, padronização e responsabilidade. Ao focar no gargalo — a qualidade do laudo — você libera o fluxo do processo e aproxima a Justiça do que realmente aconteceu.
Se você precisa transformar um laudo frágil em prova sólida, eu posso ajudar. Vamos analisar seu caso juntos, identificar as falhas, e desenhar o pedido de nova perícia odontológica do jeito certo.
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