Quando a Perícia Odontológica é Obrigatória no Processo Judicial
- gil celidonio

- 18 de dez. de 2025
- 6 min de leitura
Aprenda a identificar os casos em que o juiz determina perícia odontológica, destrave o gargalo do seu processo e acelere sua indenização com a estratégia certa
A história que mudou minha visão sobre a perícia odontológica
Eu sou a Dra. Ana Celidonio, perita judicial odontológica. Alguns anos atrás, atendi uma paciente que parecia ter tudo contra si. Um procedimento estético falhou, a confiança foi destruída e o processo judicial patinava. O que faltava? Prova técnica. Havia fotos, recibos e indignação, mas nada disso traduzia, em linguagem pericial, o que de fato aconteceu.
Quando assumi o caso como assistente técnica, organizei o prontuário, solicitei exames complementares, reconstruí a linha do tempo clínica e traduzi cada queixa em critérios mensuráveis. O laudo pericial odontológico apresentou o dano funcional e estético com clareza e conectou causa e efeito. O juiz, diante de evidência técnica objetiva, determinou a perícia judicial. O processo andou. A sentença veio com reconhecimento do dano e valor compatível.
Naquele dia, entendi que a maior vitória não é gritar mais alto, e sim provar melhor. A perícia odontológica é a ponte entre sua dor e a decisão judicial justa. E, em muitos casos, ela é obrigatória exatamente por isso.
O gargalo que trava resultados no seu processo
Se você sente que seu processo não evolui, provavelmente o gargalo não é falta de vontade do seu advogado nem má vontade do juiz. É a ausência de prova técnica qualificada no momento certo. Pela Teoria das Restrições, melhorar o sistema exige identificar e liberar o gargalo. No seu caso, ele costuma ser a evidência clínica e documental mal organizada, insuficiente ou entregue fora do tempo processual.
Sinais do gargalo: prazos perdidos para formular quesitos, laudos genéricos, falta de exames recentes e ausência de vínculo técnico entre conduta, nexo e dano.
Como destravar: produzir documentação robusta, formular quesitos específicos e acompanhar de perto a perícia nomeada pelo juízo.
Impacto direto: quando o gargalo da prova se dissolve, o processo flui, reduzindo impugnações e aumentando a previsibilidade da sentença.
Meu trabalho é identificar esse gargalo logo no início, subordinar tudo a ele e elevá-lo com metodologia pericial clara. Resultado: menos fricção, mais avanço.
Quando o juiz determina a perícia odontológica
Na prática, a perícia odontológica torna-se obrigatória sempre que a solução do processo depende de conhecimento técnico ou científico que o juiz não domina. É o que acontece quando os fatos controvertidos exigem avaliação clínica, radiográfica e documental específica da odontologia.
Casos em que a perícia é normalmente determinada
Ações de responsabilidade civil por erro odontológico em implantes, próteses, ortodontia, endodontia e cirurgias.
Acidentes de trânsito ou agressões com fraturas dentárias, perda de dentes, traumas faciais e comprometimento funcional.
Avaliação de dano estético e moral decorrente de falhas em tratamentos estéticos (facetas, lentes, clareamentos).
Discussões contratuais com planos de saúde sobre cobertura de procedimentos odontológicos complexos.
Seguros e indenizações que exigem quantificação de incapacidade mastigatória e fonética.
Na esfera criminal, em lesões corporais com perda ou fratura de dentes, em que o corpo de delito e exames complementares são fundamentais.
Nesses cenários, o juiz tende a determinar a perícia e, sem ela, o processo fica vulnerável: pedidos são indeferidos, valores são subavaliados e o tempo corre contra você. Antecipar-se e chegar à perícia com material sólido é a diferença entre um caso travado e um caso vencedor.
A prova que dá peso ao seu pedido
Perícia forte é perícia documentada. O que transforma uma queixa em convicção judicial é a soma de técnicas objetivas, cronologia precisa e nexo bem estabelecido.
O que o perito avalia de verdade
Prontuário completo: anamnese, planejamento, evoluções, termos de consentimento e contratos.
Exames: radiografias, tomografias, escaneamentos, fotografias intra e extraorais com datas comprovadas.
Condição clínica atual: oclusão, função mastigatória, fonética, integridade periodontal e peri-implantar.
Vínculo causal: relação técnica entre conduta profissional, falha do material, trauma ou omissão e o dano constatado.
Quantificação do dano: critérios para dano estético, funcional, necessidade de retratamento e custos futuros.
Provas que costumam aumentar a força do seu caso
Sequência fotográfica datada antes e depois do evento.
Orçamentos e relatórios de retratamento emitidos por terceiro imparcial.
Exames complementares recentes que mostrem a evolução do quadro.
Quesitos claros e técnicos, conectados a cada ponto do pedido.
Quando esses elementos chegam ao processo de forma organizada, a perícia judicial ganha objetividade e o laudo pericial odontológico tende a responder exatamente o que o juiz precisa para decidir.
A história que virou o jogo
Marina sofreu um acidente de bicicleta e fraturou dois incisivos. Seu processo estava parado havia meses. Assumi a assistência técnica e, em 15 dias, reestruturei a prova: solicitei uma tomografia atualizada, registrei fotos padronizadas, descrevi o impacto fonético e mastigatório e elaborei quesitos específicos sobre o nexo entre a fratura e a redução de performance no trabalho.
Na perícia judicial, acompanhei o exame, garanti medições objetivas e pedi análise comparativa com as imagens iniciais do pronto atendimento. O laudo reconheceu dano estético moderado, dano funcional leve e necessidade de retratamento com materiais premium, além de revisões periódicas. O juiz usou exatamente essas bases para arbitrar a indenização e as custas de manutenção futura.
Não foi sorte. Foi método. Quando a perícia odontológica é construída com critério, o processo deixa de patinar e avança para resultado.
Seu plano de ação irresistível
Diagnóstico pericial inicial: conversa estratégica comigo, Dra. Ana Celidonio, para mapear fatos, prazos e lacunas de prova.
Checklist de evidências: coleta e organização de prontuários, imagens e contratos. Solicitação de exames complementares, se necessário.
Quesitos que guiam o laudo: elaboração de perguntas técnicas que direcionem o perito do juízo a responder o essencial.
Presença técnica na perícia: acompanhamento presencial ou remoto, com registro dos procedimentos e das respostas do perito.
Impugnação e complementação: se o laudo vier incompleto, peticionamento técnico para esclarecimentos, com base em normas e literatura.
Memorial técnico final: consolidação da prova pericial em linguagem clara para orientar a decisão judicial.
Esse passo a passo reduz incertezas, encurta o caminho da sentença e aumenta a previsibilidade do valor indenizatório.
Minha proposta para você
Se você precisa comprovar erro odontológico, quantificar dano estético ou demonstrar o impacto funcional de um acidente, eu posso ajudar como perita judicial odontológica e assistente técnica da parte. Ofereço uma avaliação pericial estratégica, com análise de viabilidade, checklist de documentos, elaboração de quesitos e acompanhamento da perícia do juízo.
Agenda enxuta, prazos cumpridos e comunicação simples. Você sabe exatamente o que acontece em cada etapa e por que isso aumenta suas chances de êxito. Quer dar o próximo passo? Fale Agora Mesmo Comigo Pelo WHATSAPP.
Métricas que importam, ferramentas e erros comuns
Métricas que guiam um bom caso
Tempo entre a intimação e a entrega dos quesitos e documentos ao perito.
Qualidade técnica das imagens e exames anexados.
Taxa de acolhimento de quesitos pelo perito do juízo.
Clareza na quantificação do dano estético e funcional.
Ferramentas que aceleram
Checklist de prontuário completo e termo de consentimento.
Protocolos de fotografia odontológica padronizada.
Softwares de visualização DICOM para tomografias.
Planilhas de custos de retratamento e manutenção.
Erros que custam caro
Perder prazos para quesitos ou impugnações.
Não contratar assistente técnica para preparar e acompanhar a perícia.
Enviar fotos sem padronização ou exames desatualizados.
Quesitos genéricos que não direcionam a análise do perito.
FAQ: perguntas que ouço todos os dias
Quando a perícia odontológica é obrigatória no processo judicial?
Quando o ponto central do processo depende de conhecimento técnico odontológico. Em ações de erro odontológico, traumas dentários, dano estético e cobertura de procedimentos complexos, o juiz geralmente determina a perícia para formar convicção segura.
Posso contratar uma perita mesmo que o juiz já tenha nomeado o perito do juízo?
Sim. A assistente técnica da parte é quem prepara a prova, elabora quesitos, acompanha o ato pericial e ajuda a contestar eventuais falhas do laudo. Isso aumenta a qualidade da prova e protege seus interesses.
Quanto tempo leva a perícia?
Varia conforme a comarca e a agenda do perito, mas preparar a documentação com antecedência reduz atrasos e evita remarcações. Com método, o tempo total até o laudo diminui sensivelmente.
E se eu não tiver todas as provas em mãos?
Nós ajudamos a solicitar prontuários, organizar exames e indicar o que precisa ser feito para completar a documentação. O importante é agir rápido e com critério.
A perícia dói? Preciso de algum preparo?
A perícia clínica é um exame não invasivo. Ter exames atualizados e higiene bucal adequada costuma ser suficiente. Seguimos protocolos de segurança e conforto.
Conclusão: a decisão que encurta seu caminho
Quando a discussão do processo exige conhecimento técnico, a perícia odontológica deixa de ser opção e se torna a chave que abre a porta da sentença. Identificar o gargalo da prova, destravá-lo com método e apresentar um laudo pericial odontológico robusto é o que transforma frustração em resultado.
Se você quer acelerar seu caso com critério e segurança, conte comigo, Dra. Ana Celidonio. Vamos construir a prova que o seu direito merece. Fale Agora Mesmo Comigo Pelo WHATSAPP.



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