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Como planejar a instalação de piso intertravado em ruas internas

O piso intertravado é uma solução robusta, versátil e sustentável para ruas internas de condomínios, loteamentos, áreas industriais e comerciais. Para atrair o melhor retorno sobre o investimento, um bom planejamento reduz custos, acelera a obra e garante desempenho por muitos anos.




Por que escolher piso intertravado

  • Durabilidade e alta resistência ao tráfego.

  • Manutenção simples: substituição modular de blocos sem quebrar grandes áreas.

  • Estética valorizada e padronização de cores e formatos.

  • Melhor drenagem superficial e menor formação de poças.

  • Obra limpa e rápida, com menor interrupção do tráfego local.


Planejamento passo a passo

  1. Levantamento e diagnóstico Mapeie o tráfego previsto, cargas de veículos, geotecnia do solo, drenagem existente, interferências e acessos. Classifique as áreas por tipo de uso: entrada principal, circulação leve, acesso de serviços e emergência.

  2. Projeto de drenagem Defina declividades transversais de 2 a 4 para escoamento, valas, sarjetas e caixas coletoras. Em áreas com solos pouco permeáveis, reforce subdrenos para evitar bombeamento e recalques.

  3. Especificação do sistema Escolha o formato e espessura dos blocos, a granulometria da base e sub-base e o tipo de contenção perimetral. Planeje juntas com areia adequada e compactação por placa vibratória.

  4. Materiais e logística Programe a entrega de pavers por trechos, armazenamento em local plano e seco, controle de umidade da areia e fluxo de caminhões para não sobrecarregar áreas não compactadas. Blocos intertravados de concreto com resistência especificada.

  5. Areia de assentamento limpa e seca, com camada final de 3 a 5 cm.

  6. Base granular britada e, quando necessário, sub-base estabilizada.

  7. Guias e contenções laterais contínuas.

  8. Placa vibratória, régua, linha, cortadora de blocos e EPIs.

  9. Cronograma e frentes de serviço Divida a obra por trechos curtos, liberando o tráfego assim que cada etapa é concluída e verificada. Coordene drenagem, base, assentamento e selagem das juntas.

  10. Qualidade, normas e segurança Controle topografia, espessuras, compactação por camada e alinhamento. Inspecione acabamentos, caimentos, juntas e travamento perimetral antes da liberação.


Especificações recomendadas para ruas internas


Tráfego leve e condomínio residencial

  • Bloco de 6 a 8 cm, conforme tráfego de carros leves.

  • Areia de assentamento: 3 a 5 cm.

  • Base britada: 10 a 15 cm, conforme solo.

  • Sub-base: 10 a 20 cm se o solo for fraco ou houver umidade elevada.


Tráfego misto e serviços

  • Bloco de 8 a 10 cm para cargas mais altas ou passagens de veículos de serviço.

  • Base britada: 15 a 20 cm.

  • Sub-base: 15 a 25 cm, com drenagem reforçada.


Detalhes críticos

  • Declividade: 2 a 4 para escoamento eficiente.

  • Contenção lateral contínua para manter o travamento e evitar migração de blocos.

  • Juntas cheias com areia seca e reaplicação após a primeira compactação e uso inicial.


Como é a execução em campo

  1. Preparação e regularização do subleito, com compactação até atingir a densidade especificada.

  2. Assentamento e compactação da sub-base e da base, em camadas controladas.

  3. Instalação das contenções laterais e conferência de cotas e caimentos.

  4. Espalhamento e nivelamento da areia de assentamento.

  5. Assentamento dos blocos no padrão definido, com cortes periféricos precisos.

  6. Compactação vibratória e aplicação de areia nas juntas até estabilizar.

  7. Limpeza, checklist de qualidade e liberação do tráfego por etapas.


Erros comuns e como evitar

  • Base insuficiente: gera recalques e quebras. Solução: dimensionar por tráfego e solo.

  • Caimento inadequado: causa poças. Solução: respeitar as declividades mínimas.

  • Sem contenção: blocos migram. Solução: guias e travas contínuas.

  • Juntas sem areia: perda de travamento. Solução: reaplicar e vibrar até estabilizar.

  • Compactação apressada: falhas de nível. Solução: camadas finas e ensaios de campo.


Cronograma típico por trecho

  1. Dia 1: terraplenagem, subleito e drenagem primária.

  2. Dia 2: sub-base e base com controle de compactação.

  3. Dia 3: contenções, areia e início do assentamento.

  4. Dia 4: cortes, vibração, rejuntamento e limpeza.

Obs.: prazos variam conforme clima, área e complexidade.



Orçamento e retorno

O piso intertravado reduz o custo de ciclo de vida graças à manutenção localizada, à rapidez de intervenção e à durabilidade. Em condomínios e parques logísticos, o ganho de disponibilidade e a estética valorizam o ativo e melhoram a experiência do usuário.



Checklist de entrega

  • Juntas cheias e superfície nivelada.

  • Declividades conferidas e drenagem testada.

  • Contenções íntegras e sem folgas.

  • Registro as built de espessuras e materiais.

  • Plano de manutenção e reposição de blocos.


Próximos passos

Pronto para transformar suas ruas internas com piso intertravado? Solicite uma avaliação técnica e receba um plano de obra com especificações, cronograma e investimento detalhado.


 
 
 

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