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Estratégia de lances no Google Ads: qual escolher em 2025

O lance certo em 2025 não é o que “gasta menos”. É o que compra volume de compradores com previsibilidade — sem matar sua margem.




A história que me fez parar de “otimizar” e começar a vender

Eu estava no fim de uma tarde comum quando o Gil Celidônio me ligou. Na verdade, no WhatsApp dele aparecia como “Gilberto Celidonio”, mas a voz era a mesma de sempre: objetiva, de quem gosta de resultado e não de desculpa.


Ele tinha acabado de assumir uma conta de Google Ads de um e-commerce e me disse algo que eu já ouvi dezenas de vezes, mas que sempre dói: “A gente aumentou orçamento, o tráfego subiu… e as vendas ficaram iguais. O que eu tô errando?”


Na hora, eu respondi com uma pergunta que mudou o rumo da conversa: “Vocês estão escolhendo estratégia de lances para ganhar leilão… ou para ganhar compradores?”


Do outro lado, silêncio. Aquele silêncio bom — de quem percebe que está lutando a batalha errada.


Em 2025, muita gente ainda trata lance como se fosse um botão mágico. Mas lance é só o volante. Se o carro está travado no gargalo, você pode virar com perfeição e ainda assim não sair do lugar.



O gargalo que trava resultados (e por que o lance vira “vilão”)

Quase todo empreendedor que quer vender on-line cai numa armadilha: achar que o problema está no tipo de lance, quando o gargalo real está na capacidade do algoritmo enxergar valor de compra.


Pela Teoria das Restrições, você não melhora um sistema atacando tudo. Você melhora o sistema atacando a restrição número 1. Em contas de anúncios, a restrição mais comum é esta:


  • Baixa qualidade/quantidade de sinais de conversão (poucas compras, compra mal medida, eventos ruins ou atrasados).

Quando o sinal é fraco, qualquer estratégia inteligente vira tiro no escuro. A conta até gasta, mas não aprende. E aí nascem frases como:


  • “ROAS alvo não funciona no meu nicho.”

  • “CPA alvo só aumenta o custo.”

  • “Maximizar conversões é perigoso.”

Não é que a estratégia não funcione. É que o sistema está restringido. O lance é escolhido para o objetivo certo, mas alimentado com dados errados ou insuficientes.



O que mudou em 2025 (e por que você sente isso no bolso)

Em 2025, a automação ficou mais forte, mas também mais exigente. O Google precisa de sinais consistentes para otimizar: quem compra, quanto compra, com que frequência, e em qual jornada.


Se a sua mensuração está frágil, o algoritmo otimiza para o que ele consegue ver. E o que ele costuma “ver” quando a conta é mal medida?


  • Cliques baratos

  • Tráfego amplo

  • Ações de baixa intenção (view de página, add to cart isolado, tempo no site)

Você queria compradores. Ele entrega movimento.



Provas que você pode checar: o que mais influencia a performance de lances

Na prática, estratégia de lance performa melhor quando três condições estão sob controle:


  • Volume mínimo de conversões de qualidade (compras, leads qualificados, pedidos aprovados).

  • Valor de conversão confiável (receita real, sem duplicidade, sem atraso excessivo).

  • Margem e CAC permitidos definidos (para não “otimizar” até quebrar).

Um exemplo rápido e bem comum: duas lojas com o mesmo produto e criativos parecidos.


  • Loja A mede compra corretamente e envia valor real do pedido. Usa ROAS alvo e estabiliza crescimento.

  • Loja B mede compra com erro e valor inconsistente. Usa ROAS alvo e entra em oscilação: ora some, ora gasta sem retorno.

O lance não é “o herói” nem “o vilão”. O lance amplifica o que o seu sistema permite.


Se você quer apoio para organizar esse sistema antes de escalar, vale conhecer a CREIS Consultoria — é exatamente aqui que contas travadas voltam a crescer com previsibilidade.



Um caso que parece com o seu: quando “Maximizar conversões” parou de desperdiçar verba

O Gilberto me contou que o e-commerce estava com campanhas no modo “seguro”: CPC manual com ajustes, palavra-chave bem escolhida, segmentações restritas. A conta parecia “controlada”. Só que havia um detalhe: eles estavam controlando o que não importava.


O gargalo real era que o site registrava compra, mas o valor da conversão vinha zerado em parte dos pedidos, e uma parcela dos pagamentos aprovados não retornava como conversão por causa do fluxo de checkout.


O algoritmo via “compras” sem valor. Resultado: toda tentativa de estratégia baseada em valor (como ROAS) ficava cega.


Primeiro, destravamos a restrição: mensuração de compra e valor. Depois, mudamos a estratégia:


  • Saída de CPC manual

  • Entrada em Maximizar conversões com aprendizado

  • Depois, transição para CPA alvo quando estabilizou volume

O efeito foi direto: menos “pico e vale”, mais consistência diária. E o principal: começou a entrar gente com intenção de compra, não só curiosos.



Qual estratégia de lances escolher em 2025 (guia direto para atrair compradores)

A escolha depende de três coisas: objetivo, maturidade da conta e controle de margem. Abaixo vai um mapa simples para decidir sem complicar.



1) CPC manual (ou eCPC): quando usar sem travar seu crescimento

Use quando:


  • Você está no começo, com poucas conversões.

  • Precisa validar oferta, palavras-chave e páginas rapidamente.

  • Quer controle de custo por clique para evitar “queima” enquanto ajusta o funil.

Evite quando:


  • Você já tem volume de compras e quer escala previsível.

  • Você está gastando tempo “pilotando” clique em vez de otimizar para pedido.

Em 2025, CPC manual é como dirigir carro sem piloto automático. Funciona, mas limita sua capacidade de processar sinais em escala.



2) Maximizar cliques: só se você souber exatamente o que está fazendo

Use quando:


  • O objetivo é tráfego para topo de funil com verba controlada e páginas muito bem segmentadas.

Não use se você está dizendo que quer compradores. Maximizar cliques tende a atrair volume, não qualidade.



3) Maximizar conversões: o melhor “primeiro automático” para vender

Use quando:


  • Você já mede conversões corretamente (compra/lead qualificado).

  • Tem verba para dar espaço ao aprendizado.

  • Quer que o Google encontre compradores que você não conseguiria “na mão”.

Ponto de atenção: sem teto de custo, pode acelerar gasto em momentos de leilão caro. Por isso, combine com monitoramento de CAC e margem.


Se você quer uma estrutura sólida para isso, inclua no seu planejamento uma consultoria de tráfego pago que olhe mensuração, funil e oferta como um sistema — e não como campanhas isoladas.



4) CPA alvo (tCPA): previsibilidade para escalar com disciplina

Use quando:


  • Você tem conversões suficientes e consistentes.

  • Sabe quanto pode pagar para adquirir um cliente (CAC).

  • Quer estabilidade e rotina de crescimento.

Como escolher o CPA: comece próximo do CPA real histórico (não invente um número “dos sonhos”). Depois, ajuste em pequenos passos.



5) Maximizar valor de conversão: quando ticket médio e mix importam

Use quando:


  • Seu e-commerce tem variação grande de ticket.

  • Você quer que o algoritmo busque pedidos maiores.

Essa estratégia é subestimada por quem só olha para “quantidade de pedidos”. Em muitos negócios, o gargalo é margem e caixa — não volume.



6) ROAS alvo (tROAS): para quem já vende e quer comprar lucro

Use quando:


  • Você mede receita corretamente (valor de conversão confiável).

  • Tem histórico e volume para o algoritmo aprender.

  • Quer equilibrar escala e retorno.

Erro clássico: colocar um ROAS alvo alto demais e “sufocar” entrega. A campanha para de aparecer, e você acha que “não funciona”. Na verdade, você travou o sistema.



O plano irresistível: como escolher o lance certo em 7 dias (sem achismo)

Se você quer atrair compradores, a decisão de lances precisa seguir uma ordem lógica — como um sistema que remove restrições em sequência.


  1. Defina o objetivo de compra: venda direta, lead qualificado, ou valor de pedido.

  2. Trave a mensuração: compra + valor + deduplicação (o básico bem feito muda tudo).

  3. Estabeleça limites do negócio: CAC máximo, margem mínima, e ponto de equilíbrio.

  4. Escolha o modo por maturidade: Poucas conversões: CPC manual (curto prazo) → Maximizar conversões.

  5. Volume estável: Maximizar conversões → CPA alvo.

  6. Receita bem medida: Maximizar valor → ROAS alvo.

  7. Evite mudanças em cascata: altere um elemento por vez e aguarde janela de aprendizado.

  8. Otimize o gargalo seguinte: normalmente é página, oferta, frete, checkout ou prova social.

  9. Crie rotina semanal: análise por intenção (termo de pesquisa), por margem (produto) e por etapa do funil.

Em 2025, crescer com Google Ads é menos sobre “truques” e mais sobre engenharia do sistema: medir certo, alimentar certo, decidir certo.



Métricas que importam para atrair compradores (e não só tráfego)

  • CAC (custo por aquisição): quanto custa cada compra aprovada.

  • ROAS e margem: ROAS alto com margem baixa ainda pode ser prejuízo.

  • Taxa de conversão do checkout: gargalo comum que nenhum lance salva.

  • Valor médio do pedido (AOV): influencia diretamente estratégia de valor/ROAS.

  • Participação de impressão em termos de alta intenção: você está aparecendo quando alguém quer comprar?


Ferramentas e ajustes que deixam a estratégia de lances “comprável”

  • Conversões bem definidas: priorize compra/pagamento aprovado (ou lead qualificado).

  • Valores corretos: sem isso, tROAS vira aposta.

  • Ajuste de mix: campanhas separadas por categorias com margens diferentes.

  • Negativas e termos de pesquisa: para cortar curiosos e atrair quem quer comprar.

Se você quer acelerar esse processo com um método já validado, deixe marcado aqui para depois: estratégia de tráfego para e-commerce.



Erros comuns em 2025 que fazem você escolher o lance errado

  • Escolher tROAS sem volume: o algoritmo fica restrito e entrega cai.

  • Subir orçamento e trocar lance no mesmo dia: você perde referência do que funcionou.

  • Otimizar para evento fraco: add to cart sem compra não é objetivo final.

  • Ignorar margem: vender muito com prejuízo é o pior tipo de “escala”.

  • Esperar milagre do lance quando a restrição é página/checkout/oferta.


Perguntas frequentes sobre estratégias de lances no Google Ads


Qual é a melhor estratégia de lances no Google Ads em 2025?

A melhor é a que combina com seu objetivo e com seus sinais de conversão. Para muitas contas que querem vender, a sequência mais segura é: Maximizar conversões (para ganhar aprendizado) e depois CPA alvo (para previsibilidade) — ou ROAS alvo quando a receita está bem medida.



Quando devo usar ROAS alvo?

Quando você mede valor de conversão de forma confiável e tem histórico/volume. Sem isso, o tROAS tende a restringir demais a entrega.



Maximizar conversões vai aumentar meu custo?

Pode aumentar no curto prazo se a conta estiver “aprendendo” e se seu funil tiver gargalos. Por isso, comece com mensuração correta, orçamento compatível e análise de termos de pesquisa para proteger intenção de compra.



Como saber se meu gargalo é o lance ou o site?

Se você tem muitos cliques, boa intenção (termos de compra), mas baixa taxa de conversão no checkout, o gargalo é o site/oferta. Se você tem poucas conversões e mensuração fraca, o gargalo é o sinal (e aí o lance sofre).



A oferta: o próximo passo para escolher o lance certo e atrair compradores

Se você chegou até aqui, provavelmente não quer mais “testar botão”. Você quer um sistema que compra previsibilidade: tráfego qualificado, conversão, margem e escala.


Eu posso te ajudar a identificar a restrição número 1 da sua conta e definir a estratégia de lances ideal para 2025 com base em dados reais, não em achismo. Para isso, faça o seguinte:


  • Organize seus números: ticket, margem, CAC máximo.

  • Liste seus objetivos (venda direta, lead, recorrência).

  • Chame para uma avaliação e plano de ação.



Conclusão: em 2025, lance certo é o que destrava o gargalo e compra crescimento

A escolha da estratégia de lances no Google Ads em 2025 fica simples quando você enxerga o sistema: primeiro você destrava a restrição (mensuração e sinais), depois escolhe o modo de lance que combina com seu objetivo (compras, CPA ou valor), e então escala com controle de margem.


Você não precisa de mais cliques. Você precisa de mais compradores — e de um processo que repete isso toda semana.



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