Como planejar a instalação de piso intertravado em condomínios
- GIL CELIDONIO
- 25 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Instalar piso intertravado é uma das formas mais rápidas e inteligentes de valorizar áreas comuns de condomínios. Com obra limpa, alta durabilidade e excelente drenagem, o sistema reduz manutenções e agrega estética, segurança e acessibilidade. A seguir, um guia prático para planejar do jeito certo e contratar com confiança.
Por que o piso intertravado é ideal para condomínios
Durabilidade e manutenção simples: peças modulares permitem substituição pontual.
Drenagem eficiente: juntas permeáveis favorecem a infiltração e reduzem poças e ilhas de calor.
Estética versátil: diversas cores, formatos e paginações para cada espaço.
Execução rápida e obra limpa: sem tempos longos de cura.
Acessibilidade e segurança: superfície regular e com excelente aderência.
Passo a passo de planejamento
Diagnóstico do condomínio Mapeie áreas: vagas, calçadas, acessos, cargas e rotas de emergência.
Registre topografia, drenagem existente, tráfego e cargas de veículos.
Projeto e dimensionamento Defina espessura dos pavers: 60 mm para pedestres e veículos leves; 80 mm para tráfego mais intenso.
Base e sub-base conforme o solo; inclua contenções/guia e detalhes de borda.
Inclinação mínima de 1% a 2% e elementos de drenagem corretamente posicionados.
Atenda à NBR 16416, NBR 9781 e normas de acessibilidade.
Escolha de materiais e fornecedores Especifique resistência, absorção, tolerâncias e certificações do fabricante.
Defina cor, formato e paginação que facilitem manutenção e demarcações.
Orçamento e cronograma Solicite propostas detalhadas: preparo do subleito, sub-base, base, assentamento, rejuntamento, compactação e limpeza.
Inclua descarte de resíduos, logística, demarcações e garantias.
Licenças e comunicação Verifique exigências municipais, acessibilidade e regras internas do condomínio.
Comunique etapas e interdições aos moradores com antecedência.
Preparação do canteiro Isolamento de áreas, sinalização e controle de poeira e ruído.
Defina rotas temporárias de pedestres e veículos para minimizar impactos.
Execução e controle de qualidade Controle de espessuras, prumo, nível e compactação (placa vibratória com manta).
Teste de infiltração; verifique juntas cheias e acabamento uniforme.
Entrega e plano de manutenção Manual com periodicidade de varrição, reposição de areia e inspeções.
Registro fotográfico, termo de garantia e as built do que foi executado.
Especificações técnicas essenciais
Subleito regularizado e compactado; sub-base granular dimensionada conforme CBR do solo.
Base de brita graduada drenante quando necessário para aumentar a permeabilidade.
Camada de assentamento: areia média seca, peneirada, com 3 a 5 cm.
Juntas de 2 a 3 mm, rejuntadas com areia fina ou polimérica.
Guias e contenções rígidas para travamento perimetral.
Pendentes de 1% a 2% direcionadas a grelhas e ralos.
Estimativa de custos e fatores que impactam o preço
O custo final por m² varia conforme região, espessura do paver, complexidade do projeto, preparo do solo, logística, paginação e extras (demarcações, guias, drenagem). Para uma decisão justa, padronize o memorial descritivo entre as cotações e avalie prazo, garantia e acervo técnico junto com o preço.
Cronograma resumido
Planejamento e cotações: 1 a 2 semanas
Projeto executivo e compras: 1 a 2 semanas
Execução por etapas (100 a 150 m²/dia por equipe, variável): conforme área total
Inspeção, limpeza e entrega: 1 a 3 dias
Divida a obra em fases para manter acessos essenciais e vagas rotativas, reduzindo impactos aos moradores.
Checklist para contratar com segurança
Empresa com acervo técnico, referências em condomínios e ART.
Equipe treinada, EPI e plano de segurança e comunicação.
Memorial descritivo e desenho de paginação aprovados.
Garantia escrita, manual de manutenção e cronograma detalhado.
Responsável técnico presente nas inspeções e na entrega.
Erros comuns que encarecem a obra
Ignorar a compactação do subleito e da base.
Falta de contenções perimetrais adequadas.
Assentar sobre areia úmida ou com espessura irregular.
Não prever drenagem e caimentos mínimos.
Escolher paver inadequado para a carga de tráfego.
Pós-obra: manutenção que preserva o investimento
Varrer periodicamente e repor areia das juntas quando necessário.
Substituir peças manchadas ou danificadas sem quebrar grandes áreas.
Evitar lavadoras de alta pressão muito próximas das juntas.
Programar inspeções semestrais de abatimentos e drenagem.
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