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Como Fazer uma Redação Dissertativa-Argumentativa em 5 Passos (e aumentar suas chances de nota alta)

Se você sente que “trava” para começar, perde tempo estruturando ideias ou não sabe como fechar a conclusão com força, este método em 5 passos resolve o essencial: clareza, organização e argumentação. A redação dissertativa-argumentativa (muito comum no ENEM, vestibulares e concursos) cobra exatamente isso: defender um ponto de vista com lógica, coesão e repertório.



Ao longo do texto, você também vai ver onde usar recursos que aceleram seu treino — como correção de redação por competências, bancos de citações e análise de coerência — para evoluir mais rápido e com menos tentativa e erro.



O que é uma redação dissertativa-argumentativa (na prática)

É um texto em que você expõe um problema, assume uma tese (seu posicionamento) e sustenta essa tese com argumentos, repertório e conectivos. Em avaliações como o ENEM, espera-se ainda uma proposta de intervenção viável e detalhada.


Uma boa redação não é “enfeitada”: ela é estratégica. O corretor precisa entender seu ponto de vista logo no início, acompanhar seu raciocínio sem tropeços e terminar convencido de que você domina a estrutura.



Passo 1 — Leia o tema como quem vai “resolver um problema”

Antes de escrever qualquer linha, faça uma leitura ativa do tema e (quando houver) da coletânea. Seu objetivo é identificar recorte, tensão e palavras-chave.



Checklist rápido

  • Qual é o problema central? (ex.: evasão escolar, desinformação, mobilidade urbana)

  • Qual é o recorte exigido? (Brasil? juventude? era digital? políticas públicas?)

  • O comando pede o quê? (discutir causas, consequências, soluções, desafios?)

Se você erra o recorte, você pode escrever “bem” e ainda assim perder nota por fuga parcial. Para treinar foco e repertório com estratégia, vale usar uma ferramenta de previsão de temas e análise de tendências e praticar com temas prováveis e bem contextualizados.



Passo 2 — Escreva a tese em 1 frase (e decida seus 2 argumentos)

A tese é o coração do texto. Ela deve aparecer na introdução e ser defensável, clara e direta.



Modelo simples de tese

“No Brasil, X é agravado por A e B, o que resulta em Y.”


Em seguida, escolha dois eixos argumentativos (A e B). Isso vai virar os dois parágrafos de desenvolvimento. Exemplos de eixos que funcionam em muitos temas:


  • Fatores estruturais (desigualdade, acesso, infraestrutura, políticas públicas)

  • Fatores culturais (valores, preconceitos, hábitos sociais)

  • Fatores institucionais (fiscalização, governança, leis, gestão)

  • Fatores informacionais (mídia, desinformação, educação midiática)

Dica que aumenta consistência: argumente com causa e efeito. Isso facilita coesão e melhora a progressão lógica.



Passo 3 — Monte uma introdução “nota alta” em 4 linhas lógicas

Uma introdução eficiente tem três funções: contextualizar, apresentar o problema e declarar a tese. Não complique: a banca premia organização.



Estrutura recomendada

  1. Contexto (1–2 frases): cenário social, histórico ou atual.

  2. Problematização (1 frase): onde está o impasse/gravidade.

  3. Tese (1 frase): seu posicionamento + dois argumentos (A e B).

Se você tem dificuldade com repertório (citações e referências), um buscador de citações verificáveis ajuda a inserir referências com sentido e sem “frase solta”.



Passo 4 — Desenvolva 2 parágrafos com argumento + prova + fechamento

Agora vem o que separa uma redação mediana de uma redação forte: provar o que você afirma. Cada desenvolvimento precisa ter:


  • Tópico frasal: a ideia central do parágrafo (seu argumento A ou B).

  • Explicação: como isso acontece e por quê.

  • Evidência: dados, repertório, exemplo histórico, referência acadêmica, efeito social.

  • Amarração: feche conectando ao problema e preparando o próximo parágrafo.


Mini-modelo (preenchível)

“Em primeiro lugar, (argumento A). Isso ocorre porque (explicação). Tal cenário é evidenciado por (repertório/dado/exemplo), o que (efeito). Assim, (conclusão do parágrafo conectada ao tema).”


Para não perder pontos com quebras de lógica e contradições, revisar com uma análise de coerência textual antes de entregar pode revelar falhas que você não percebe no rascunho.



Passo 5 — Conclua com proposta de intervenção (quando exigido) e feche sem “frase genérica”

Em provas como o ENEM, a conclusão precisa ir além de “portanto, é necessário mudar”. Uma proposta forte tem:


  • Agente (quem vai agir): governo, escola, mídia, empresas, ONGs.

  • Ação (o que fazer): implementar, fiscalizar, criar, ampliar, regular.

  • Meio/Detalhamento (como): programas, campanhas, plataformas, leis, orçamento.

  • Finalidade (para quê): reduzir, ampliar acesso, conscientizar, proteger direitos.

  • Monitoramento (opcional, mas forte): indicadores, metas, avaliação periódica.


Modelo de conclusão

“Portanto, para mitigar X, o (agente) deve (ação) por meio de (meio), a fim de (finalidade). Além disso, (segundo agente) pode (ação complementar), com (detalhe), garantindo (resultado).”



Erros que mais derrubam nota (e como evitar rápido)

  • Fuga ao tema: resolva com recorte claro no Passo 1 e tese objetiva no Passo 2.

  • Argumento sem prova: em cada desenvolvimento, inclua pelo menos 1 evidência relevante.

  • Conectivos repetidos: varie (além disso, portanto, contudo, desse modo, por conseguinte).

  • Conclusão genérica: use o checklist de intervenção (agente + ação + meio + finalidade).

  • Erros de norma culta: faça uma revisão final com um corretor ortográfico avançado.


Como evoluir mais rápido (e transformar treino em nota)

Você melhora em redação com ciclo: escrever → corrigir → reescrever. O problema é que a maioria treina sem feedback preciso e repete os mesmos erros. Quando você usa uma correção baseada em critérios oficiais, fica claro o que ajustar no seu próximo texto.



Se seu objetivo é ENEM

  • Treine com temas prováveis, modelos e simulados para ganhar repertório e velocidade.

  • Use um corretor que devolve nota por competência e sugestões aplicáveis na reescrita.


Se seu objetivo é vestibular (FUVEST, UNICAMP, UERJ) ou concursos

  • Adapte estrutura e linguagem ao padrão da banca (uso de coletânea, gênero textual e critérios específicos).

  • Pratique com correção alinhada ao edital e aos critérios reais de avaliação.


Checklist final (antes de enviar)

  1. Minha introdução contém contexto + problema + tese com 2 argumentos?

  2. Meus dois desenvolvimentos têm argumento, explicação, evidência e fechamento?

  3. Usei conectivos para guiar o leitor sem repetir excessivamente?

  4. Minha conclusão tem proposta viável e detalhada (agente, ação, meio e finalidade)?

  5. Revisei gramática, pontuação e clareza?


Próximo passo: transforme método em resultado

Se você quer sair do “acho que está bom” e ir para uma escrita com padrão de correção real, use ferramentas de treino e feedback para acelerar sua evolução: correção por competências, repertório verificável, revisão ortográfica e análise de coerência. Isso encurta o caminho entre praticar e pontuar alto.


 
 

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